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  • 15/06/2017
  • 08:00
  • Atualização: 08:03

Casa de cinema de Porto Alegre exibe documentários

Filmes "Cidades Fantasmas” e “Quem é Primavera Neves” serão apresentados

Casa de cinema de Porto Alegre exibe documentários  | Foto: Galo de Briga Filmes / Divulgação / CP

Casa de cinema de Porto Alegre exibe documentários | Foto: Galo de Briga Filmes / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Dois documentários produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre estreia nos cinemas. Ambos tratam sobre memória, resgate e esquecimento, mesmo tratando de histórias e personagens bem distintos. Os filmes são “Cidades Fantasmas” e “Quem é Primavera Neves”.

O primeiro filme dirigido por Tyrell Spencer conta a história de cidades prósperas que abrigaram populações inteiras e hoje estão abandonadas e consumidas pelo tempo. Catástrofes naturais, motivações econômicas, embates políticos, guerras são, algumas das condições que levaram esses lugares ao total despovoamento.

Sepultados pelo tempo e esquecidos pelos mapas, o filme refaz os passos de populações dessas cidades, quatro delas apresentadas no longa realizado em coprodução com a Galo de Briga Filmes e oito que integram a série que será lançada no segundo semestre em canal de televisão. No Brasil são “Ararapira (PR), Cococi (CE), Fordlandia (PA), Minas de Camaquã (RS) e Vila Ventura (BA), Epecuén (Argentina), Armero (Colombia) e Humerstone (Chile). O documentário venceu o prêmio principal no Festival Internacional É Tudo Verdade.

A outra produção, “Quem é Primavera Neves”, com direção de Jorge Furtado (roteiro) e Ana Luiza Azevedo. Em março de 2010, Jorge Furtado publicou em seu blog a indagação sobre quem poderia ter notícias sobre a tradutora de “Alice no País das Maravilhas”, Primavera Neves. Anos depois, um amigo responde e começa uma busca, com a ajuda de duas amigas de infância da tradutora e poetisa.

Primavera veio para o Brasil aos nove anos de idade quando seus pais fugiram da ditadura de Franco Salazar. Aos 18 anos, ele volta a Portugal e retorna ao Brasil com uma filha de seis meses, nos anos 60. Ela morreu aos 48 anos, tendo traduzido mais de 80 livros e deixado uma obra poética até então inédita. A atriz Mariana Lima, no filme, lê trechos e traduções e poemas da escritora. A trilha original é de Maurício Nader.