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Porto Alegre, terça-feira, 24 de Outubro de 2017

  • 19/07/2017
  • 12:21
  • Atualização: 12:51

Margs exalta clubes de gravura em nova mostra

Participam 14 artistas relevantes com obras no acervo da instituição

Obra de Chô Dorneles integra a exposição | Foto: Margs / Divulgação / CP

Obra de Chô Dorneles integra a exposição | Foto: Margs / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O Margs (Praça da Alfândega, s/nº), em Porto Alegre, abre nesta quarta-feira a exposição “Uma Possível História da Arte do Rio Grande do Sul: Os clubes de gravura e a permanência do suporte”, na Galeria Aldo Locatelli. A visitação segue até 8 de outubro, de terças a domingos, das 10h às 19h.

Participam 14 artistas relevantes, fundadores dos Clubes de Porto Alegre e Bagé, com obras no acervo da instituição, que se destacaram por produzirem gravuras ligadas à estética do realismo socialista, marcadas por ampla contestação social. São eles: Anico Herskovits, Arlete Santarosa, Carlos Scliar, Chô Dorneles, Cris Rocha, Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Jair Dias, Nelson Jungbluth, Otacilio Camilo, Paulo Chimendes, Suzana Sommer, Vasco Prado e Xico Stockinger.

A ideia surgiu em 1948, quando Vasco Prado e Carlos Scliar se encontraram com o mexicano Leopoldo Mendes, no Congresso Mundial de Intelectuais em Defesa da Paz, na Polônia. O artista liderava o Taller de Gráfica Popular, na cidade do México, com artistas que usavam a gravura para divulgarem mensagens de contestação política. A dupla de artistas gaúcha fundou, em 1950, o Clube de Gravura de Porto Alegre e em 1951, Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues criaram o de Bagé, nos mesmos moldes.