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  • 26/08/2017
  • 21:26
  • Atualização: 21:43

Museu Palestino abre as portas com exposição sobre ocupação de Israel

Mostra "Jerusalem Vive" aborda o longo conflito sobre a cidade santa sob diferentes aspectos

Instituição fica na cidade universitária de Birzeit | Foto: Abbas Momani / AFP / CP

Instituição fica na cidade universitária de Birzeit | Foto: Abbas Momani / AFP / CP

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  • AFP e Correio do Povo

O Museu Palestino abriu as portas neste sábado, na cidade universitária de Birzeit, perto da capital política palestina na Cisjordânia, com uma exposição que recorda o problema de Jerusalém e a ocupação israelense. A instituição fica na cidade universitária de Birzeit. Intitulada  "Jerusalem vive", a mostra aborda o longo conflito sobre a cidade santa sob diferentes aspectos: das obras puramente abstratas até as mais politizadas. A visitição é gratuita e pode ser vista até o dia 15 de dezembro.

A inauguração do prédio aconteceu em maio passado, na verdade, mas sem qualquer exposição - o que despertou críticas e foi alvo de ironia. Mas neste sábado, o público pode ver obras de mais de 25 artistas de diversos países do Oriente Médio e de outros continentes, incluindo o Brasil, que é representado por trabalhos de Maria Thereza Alves. Em uma das salas, uma mostra fotográfica expõe, nas quatro paredes, a onipresença das colônias israelenses em torno dessa cidade, a qual os palestinos esperam algum dia ver se transformar em sua capital.

O curador da exposição, Reem Fadda, explicou que o objetivo é abrir o debate sobre a "resistência cultural" às políticas de Israel, que ocupou Jerusalém Oriental em 1967 e depois a anexou. A manobra nunca foi reconhecida pela comunidade internacional. "O objetivo da exposição é proporcionar uma forma criativa de resistir a essa hegemonia da ocupação israelense, que a cidade de Jerusalém enfrenta", falou à imprensa.

A ideia para o museu remonta a 1997, quatro anos após os acordos de paz de Oslo estabelecerem a Autoridade Palestiniana e, em teoria, levarem a um Estado Palestino independente. Os organizadores disseram que pretendem criar um lugar de memória para os palestinos, que muitas vezes acusam Israel de reescrever a história para justificar suas políticas - incluindo a expansão dos assentamentos nos territórios palestinos. O prédio custou cerca de 28 milhões de dólares, financiado 95% por palestinos.