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  • 19/05/2017
  • 13:33
  • Atualização: 13:43

Chris Cornell não queria morrer, diz viúva

Vicky Karayiannis diz que cantor tomou dose extra de ansiolítico e acredita que suicídio não foi intencional

Legista classificou a morte do cantor como suicídio | Foto: Stefan Frank Thor Straten / Divulgação / CP

Legista classificou a morte do cantor como suicídio | Foto: Stefan Frank Thor Straten / Divulgação / CP

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  • AFP

A viúva do ícone do rock grunge Chris Cornell insistiu nesta sexta-feira que seu esposo não se matou intencionalmente e sugeriu que a mente do músico pode ter sido afetada por medicamentos. Cornell, uma das vozes mais reconhecidas da cena do grunge de Seattle, foi encontrado enforcado em seu quarto de hotel em Detroit pouco depois de terminar um show com sua banda Soundgarden na quarta-feira, informaram as autoridades.

O médico forense do condado de Wayne classificou a morte como suicídio. Mas sua viúva, Vicky Karayiannis Cornell, disse que o cantor de 52 anos não deu nenhum indício de que queria morrer. De acordo com sua esposa, o artista, que lutou contra a depressão e o abuso de drogas durante a maior parte de sua vida, mas que estava sóbrio há mais de uma década, estava tomando Ativan (lorazepam), um medicamento receitado para tratar a ansiedade.

"A morte de Chris é uma perda que me deixa sem palavras e um vazio no meu coração que nunca vai se encher", disse a viúva em um comunicado. "O que aconteceu é inexplicável e tenho a esperança de que os próximos relatórios médicos deem mais detalhes. Sei que ele amava nossos filhos e que não os machucaria tirando intencionalmente sua vida", acrescentou.

A segunda esposa de Cornell, com quem teve dois filhos, contou que o roqueiro pegou um voo para visitá-la no Dia das Mães no domingo e que retornou somente horas antes do show para poder aproveitar ao máximo o tempo com sua família. "Quando nos falamos antes do show, discutimos os planos para umas férias durante o Memorial Day e outras coisas que queríamos fazer", disse, em referência ao feriado de 29 de maio. "Quando nos falamos depois do show, percebi que ele estava articulando mal as palavras, estava diferente. Quando ele disse que talvez tivesse tomando um ou dois Ativan a mais, entrei em contato com a segurança e pedi que o controlassem", acrescentou.

Cornell, que tem outro filho com sua esposa anterior, publicou no domingo no Twitter imagens de flores pelo Dia das Mães e parabenizou Karayiannis, uma agente de música que conheceu em Paris, chamando-a de "um anjo e uma leoa".

O advogado da família, Kirk Pasich, disse que o Ativan pode causar paranoia e pensamentos suicidas. "A família acredita que se Chris tirou a própria vida não sabia o que estava fazendo e que os medicamentos ou outras substâncias podem ter afetado suas ações", disse.