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  • 12/07/2017
  • 18:11
  • Atualização: 18:23

Thom Yorke rebate críticas sobre show do Radiohead em Israel

Grupo britânico foi criticado por artistas e manifestantes pró-Palestina

Grupo toca em Tel Aviv no dia 19 de julho  | Foto: Youtube / Reprodução / CP

Grupo toca em Tel Aviv no dia 19 de julho | Foto: Youtube / Reprodução / CP

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  • Correio do Povo

Thom Yorke, frontman do Radiohead, rebateu as críticas do diretor Ken Loach sobre o próximo show da banda em Israel. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2016, o cineasta escreveu um artigo no jornal The Independent pedindo que o grupo "repensasse" sua decisão de tocar em Tel Aviv no dia 19 de julho em decorrência das ocupações isralenses em territórios palestinos. Em um dos fragmentos do texto, Loach sugere que os músicos "só querem ouvir um lado - o que apoia o apartheid".

Depois de twittar o link da publicação para Yorke, o cantor respondeu com uma declaração. "Tocar em um país não é o mesmo que endossar o governo. Nós nos apresentamos em Israel há mais de 20 anos, numa sucessão de governos, alguns mais liberais do que outros. Como temos na América. Não apoiamos Benjamin Netanhayu (primeiro-ministro) mais do que apoiamos Donald Trump, mas continuamos a tocar nos Estados Unidos", escreveu. "A música, a arte e as academias são sobre ultrapassar fronteiras, não construí-las. São sobre mentes abertas, não fechadas. Sobre uma partilha de humanidade, diálogo e liberdade de expressão", concluiu o artista de 48 anos.

Desde que o show foi anunciado, importantes nomes da música que demonstram apoio à causa palestina, como Roger Waters, Thurston Moore e Young Fathers, pediram que o grupo tivesse um diálogo com eles para debetar um boicote cultural à Israel. No final de semana, alguns ativistas pró-Palestina ergueram bandeiras do Estado durante uma performance do Radiohead em Glasgow, na Escócia.

Yorke já havia comentado sobre o assunto em junho, dizendo que "nunca sonharia em dizer a alguém onde trabalhar, o que fazer ou pensar". "O tipo de diálogo que eles querem é aquele que é preto ou branco. Eu tenho um problema com isso. É profundamente angustiante que eles escolham, ao invés de se envolver conosco pessoalmente, nos atacar em público. É profundamente desrespeitoso assumir que estamos sendo mal informados ou que somos tão retardados que não podemos tomar nossas próprias decisões".