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  • 22/04/2017
  • 09:38
  • Atualização: 09:40

Ói Nóis Aqui Traveiz encena "Caliban" e discute o teatro de Augusto Boal

Seminário conta com a participação da companheira do teatrólogo e uma pesquisadora e crítica teatral cubana

Caliban - A Tempestade Augusto Boal será encenada neste domingo, às 15h, na Redenção, e na quarta-feira, às 15h, na Praça da Alfândega | Foto: Pedro Isaias Lucas / Divulgação / CP

Caliban - A Tempestade Augusto Boal será encenada neste domingo, às 15h, na Redenção, e na quarta-feira, às 15h, na Praça da Alfândega | Foto: Pedro Isaias Lucas / Divulgação / CP

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  • Luiz Gonzaga Lopes

Deste domingo até a próxima quarta, 26, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz realiza, em Porto Alegre, o seminário “Caliban – Apontamentos sobre o teatro de Nuestra América”, contemplado pelo programa de fomento Rumos Itaú Cultural 2015-2016. A atividade conta com a participação de Cecília Thumim Boal, companheira de vida e luta de Augusto Boal (1931-2009), também presidente do Instituto Augusto Boal, e a pesquisadora e crítica teatral cubana, Vivian Tabares. Além do seminário, será apresentado o espetáculo de rua do grupo, “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

A atividade de abertura será a apresentação do espetáculo de rua, às 15h deste domingo, no Parque da Redenção. Dia 26, às 15h, será apresentada na Praça da Alfândega. Para o Ói Nóis levar à rua a encenação e debatê-la é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é reivindicação da legitimidade do diferente. Poder compartilhar e refletir a pesquisa sobre a figura desse personagem, segundo o grupo, é investir na aspiração de falar e conhecer Nuestra América, seu teatro e cidadãos, que não desistem e resistem.

As palestras com Cecília e Vivian serão realizadas nos dias 24 e 25, 20h, na Terreira da Tribo (Santos Dumont, 1186). O debate se dá em relação à representação voltada às margens. O cubano Roberto Fernández Retamar foi o primeiro a falar em Caliban como símbolo dos povos marginalizados, e José Martí, seu conterrâneo, cunhou o termo Nuestra América, fundando concepção de identidade cultural do continente, com liberdade e determinação própria. Mais pelo www.oinoisaquitraveiz.com.br.