Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 07/07/2014
  • 17:02
  • Atualização: 17:17

Zé Roberto aguarda jogo "de encher os olhos” entre Brasil e Alemanha

Meia do Grêmio tem expectativa por confronto da Copa do Mundo e não escolhe vencedor

Zé Roberto se diz dividido no confronto Brasil e Alemanha | Foto: Lucas Uebel / Divulgação Grêmio / CP

Zé Roberto se diz dividido no confronto Brasil e Alemanha | Foto: Lucas Uebel / Divulgação Grêmio / CP

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É com a expectativa em alta que Zé Roberto espera pelo confronto entre Brasil e Alemanha, pela semifinal da Copa do Mundo nesta terça-feira, às 17h, no Mineirão. A atenção redobrada se explica pelo longo tempo que o meia do Grêmio, que completou 40 anos nesse domingo, passou no futebol alemão.

Em terras germânicas, Zé Roberto obteve a consagração no futebol internacional na década passada. No Bayern de Munique conquistou 10 taças nacionais - ainda atuou por Bayer Leverkusen e Hamburgo. O destaque no futebol alemão, em grande parte, proporcionou ao meio-campista uma história também vitoriosa com a amarelinha. São mais de 100 convocações no currículo, quatro títulos (Copa América 1997 e 1999 e Copa das Confederações 1997 e 2005) e duas Copas disputadas (1998 e 2006). Justamente no Mundial da Alemanha, integrou a seleção do torneio eleita pela Fifa. Assim, com a autoridade de quem conhece bem as duas escolas, é que Zé Roberto aguarda um jogo “de encher os olhos” nesta terça.

“A Alemanha tem um time muito forte, com impressionante obediência tática. É assim nos clubes e eles conseguem refletir na seleção. E quando há uma equipe sólida, a qualidade individual aparece e pode fazer a diferença na hora da decisão. Os jogadores alemães são rápidos, inteligentes e experientes. Já o Brasil está jogando em casa, mostrando muita força e vibração durante as partidas”, que espera um Brasil mais unido pela ausência de Neymar.

“A perda do Neymar vai unir ainda mais o grupo, que fará de tudo para dedicar o hexa a ele. Por isso, espero um jogo fantástico, de encher os olhos. Meus filhos nasceram na Alemanha, vivi muitos anos lá, virou minha segunda casa. Então vou ficar feliz e triste ao mesmo tempo, independentemente do ganhador”, garantiu.

A larga experiência, porém, ajuda a controlar qualquer indício de “ansiedade”. Zé Roberto chega aos 40 anos de vida em plena atividade. Já são duas décadas de carreira profissional, iniciada em 1994 na Portuguesa de Desportos. “Não é surpresa para mim chegar até aqui. Sempre me cuidei, dentro e fora de campo. Lembro que aos 32, 33 anos estava disputando uma Copa do Mundo e entrando na lista dos melhores da Fifa. Logo depois do Mundial de 2006, voltei pro Bayern de Munique, algo que é raro no mercado. Na sequência, veio o Hamburgo, o Catar e agora já são dois anos de Grêmio. Ou seja, as marcas foram aparecendo e eu me sentindo bem”, concluiu o jogador gremista.

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