Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 07/07/2014
  • 21:49
  • Atualização: 22:06

Semifinais da Copa reeditam decisões de 2002 e 1978

Alemanha e Holanda buscam revanches contra Brasil e Argentina

Ronaldinho, Kahn, Kempes e Rensenbrink foram grandes nomes das suas gerações | Foto: Fotos CP Memória

Ronaldinho, Kahn, Kempes e Rensenbrink foram grandes nomes das suas gerações | Foto: Fotos CP Memória

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  • Correio do Povo

As semifinais da Copa do Mundo de 2014, além de reunírem quatro grandes seleções, relembram dois grandes confrontos de finais de Copa. De um lado, Alemanha e Brasil vão protagonizar o repeteco do Mundial de 2002, vencido pelos brasileiros; enquanto a Holanda tentará a revanche do confronto de 1978.

Os placares nas duas ocasiões terminaram com diferença de dois gols a favor dos campeões, mas foram duas partidas muito diferentes em suas características. A Alemanha foi batida ainda no tempo normal por 2 a 0, em solo japonês neutro para as duas nações. Os argentinos, enquanto isso, fizeram todo tipo de pressão psicológica, mais o apoio da torcida em Buenos Aires, mas superaram a Holanda apenas na prorrogação por 3 a 1.

2 a 0 da "Família Scolari"

O ano de 2002 é de grandes lembranças para o país sede da Copa. Foi o torneio em que a "Família Scolari" se consagrou, vencendo com autoridade os alemães na final. O primeiro tempo foi complicado, com muita marcação e oportunidades para o adversário marcar com Miroslav Klose e Bern Schneider, enquanto o goleiro estrela Oliver Khan segurava o ímpeto dos "três Rs", Ronaldinho, Ronaldo e Rivaldo.

Mas aí, na segunda etapa, Ronaldo roubou bola no meio, tocou para o chute de Rivaldo e abriu o placar no rebote, com o pior penteado de todas as Copas. Aos 34 minutos, ainda ampliou em chute da entrada da área que daria números finais à partida. Naquele ano, a equipe tinha Ronaldo em plena forma, agora terá de superar a ausência de Neymar sem outras estrelas consagradas no gramado.

Uma curiosidade, que pode se repetir na semifinal de 2014, envolve o centroavante Miroslav Klose. Naquela época, ele era o jovem titular da equipe germânica e, com o time atrás no placar, deu lugar ao consagrado Oliver Bierhoff para a última tentativa de empatar. Agora, Klose é o veterano goleador que ficará como opção para a atual sensação, Müller.

Vitória a todo custo para a Argentina

Em plena ditadura militar na Argentina, a Copa do Mundo foi recheada de controvérsias, em 1978. A maior delas sobre a possível "entregada" do Peru para garantir os donos da casa na final. De qualquer forma, a decisão se colocou entre os argentinos e a famosa Laranja Mecânica, mas agora sem Johan Cruijff, que enfrentou problemas familiares na época.

Mesmo sem sua maior estrela, contudo, os holandeses, com Rensenbrink, Johan Neeskens e companhia fizeram frente à enorme pressão nacional. A Argentina, liderada por Mario Kempes (o Messi da vez), chegou a abrir o placar. Foi o craque que marcou, ainda aos 38 minutos da primeira etapa. Mas a Holanda conseguiu igualar: o reserva Dick Nanninga saiu do banco para anotar o 1 a 1 aos 13 minutos da etapa final.

Na prorrogação, contudo, os holandeses não conseguiram mais "enfrentar um país inteiro". Kempes anotou o 2 a 1 e Bertoni deu número finais à partida. Ainda assim, o exemplo curioso da Holanda pode servir exatamente para o Brasil na outra semifinal. Sem seu maior craque, a seleção foi ainda mais "time" para avançar até a final.

Escalações


Brasil 2
Marcos; Lúcio, Edmilson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos; Ronaldinho (Juninho), Rivaldo e Ronaldo (Denilson). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Alemanha 0
Oliver Kahn; Linke, Ramelow e Metzelder; Frings, Hamann, Jeremies (Asamoah) e Bode (Ziege); Schneider; Neuville e Klose (Bierhoff). Técnico: Rudi Völler.

Holanda 1
Jongbloed; Krol, Jansen (Suurbier), Brandts e Poortvliet; Neeskens, Haan e W. van de Kerkhof; R. van de Kerkhof, Rensenbrink e Rep (Dick Nanninga). Técnico: Ernst Happel.

Argentina 3
Fillol; Olguín, Galván, Passarella e Tarantini; Gallego, Ardiles (Omar Larrosa) e Kempes; Bertoni, Ortiz (René Houseman) e Luque. Técnico: César Luis Menotti.

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