Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 08/07/2014
  • 19:54
  • Atualização: 20:05

”Foi uma derrota horrível”, reconhece Felipão

Técnico da Seleção assumiu responsabilidade pela eliminação, mas negou estar em dívida

Felipão considerou a derrota para a Alemanha como catastrófica | Foto: Jefferson Bernardes/ Divulgação / VIPCOMM / CP

Felipão considerou a derrota para a Alemanha como catastrófica | Foto: Jefferson Bernardes/ Divulgação / VIPCOMM / CP

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  • Correio do Povo

Luiz Felipe Scolari assumiu a culpa pela desclassificação do Brasil para a final da Copa do Mundo. O técnico considerou a derrota para a Alemanha, por 7 a 1, no estádio do Mineirão, como “horrível” e “catastrófica”. Porém, fez questão de lembrar que o Brasil precisa disputar a terceira colocação no sábado e que não se deve fazer terra arrasada, porque a Seleção é jovem e muitos jogadores estarão na Copa de 2018 na Rússia.

“Quem é o responsável pelas escolhas? Sou eu! Vocês (jornalistas) vão ver, os atletas vão querer dividir o resultado catastrófico, mas o responsável sou eu”, afirmou Scolari. “Eles aproveitaram de uma forma que não tínhamos como reagir. Peço desculpas pelo resultado negativo e porque não conseguimos chegar à final. Vamos seguir trabalhando e lutar para conquistar a terceira colocação”, completou.

Felipão descartou que a pressão de atuar em casa ou a ausência de Neymar tenham sido fatores decisivos para o resultado contra a Alemanha. Apesar da derrota história, o treinador não se vê em dívida com os brasileiros pela desclassificação no Mineirão.

“Não tenho dívida. Fiz o meu trabalho como sempre faço em qualquer lugar. Fiz o que achava correto e o melhor. Da forma que trabalhamos tivemos uma derrota hoje. De um ano e meio para cá essa foi a terceira. Essa foi horrível pelo resultado. Depois que está 5 a 0, tem que correr atrás. Foi o que eles fizeram. Em 2002, ganhamos. Hoje perdemos, mas a escolha foi minha. Não podemos esquecer que tem jogo sábado pela disputa do terceiro lugar”, lembrou o técnico.

Sobre o futuro, Luiz Felipe pediu tranquilidade nas análises sobre os jogadores, que, mesmo que perdendo por 5 a 0, retornaram ao gramado e seguiram lutando para diminuir a diferença.

“Temos que sentar com o grupo e analisar tudo o que aconteceu. Trabalhar com eles, pois muitos estarão nas próximas convocações e no Mundial 2018. Mostrar que foi um jogo atípico. Que a qualidade da Alemanha é muito grande. Que o resultado não é normal, mesmo jogando 10 jogos. Temos que saber como assimilar essa derrota, que penso que foi a pior da história. As nossas vidas vão continuar, então, temos que seguir”, concluiu.

O Brasil disputa o terceiro lugar contra o perdedor da partida entre Argentina e Holanda no sábado, às 17h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A segunda semifinal ocorre na quarta-feira, às 17h, no Itaquerão.


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