Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 09/07/2014
  • 00:04
  • Atualização: 00:06

Por ordem de Marin, Cafu é expulso do vestiário da Seleção

Capitão no penta, ex-jogador disse que queria apoiar grupo após derrota

Por ordem de Marin, Cafu é expulso do vestiário da Seleção | Foto: Juan Mabromata / AFP / CP

Por ordem de Marin, Cafu é expulso do vestiário da Seleção | Foto: Juan Mabromata / AFP / CP

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  • Lancepress

Capitão da Seleção Brasileira no pentacampeonato, o ex-jogador Cafu foi impedido de entrar no vestiário do Brasil após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha, nesta terça-feira, no Mineirão. De acordo com o ex-lateral-direito, em entrevista à ESPN, a ordem para ele sair do local foi dada pelo presidente da CBF, José Maria Marin.

“Eu queria falar com eles (jogadores), mas o presidente José Maria Marin disse que não queria pessoas estranhas no vestiário. Mas falei que não sou uma pessoa estranha, disse que queria falar uma palavra, passar um carinho pra eles, porque nesse momento os meninos precisam de um apoio, de alguém que realmente os apoie. Foi o que fui fazer, e fiquei surpreso quando os meninos quase me tocaram no vestiário falando que eu teria de sair porque o Marin não queria. Eu, humildemente, me retirei do vestiario”, relatou Cafu.

Cafu disse que era o único ex-jogador a ter ido ao vestiário da Seleção para prestar apoio ao grupo e lembrou da derrota na final da Copa de 1998, quando o Brasil perdeu de 3 a 0 para a França, com ele em campo.

“Acho que não tinha mais ninguém, fui a única pessoa que me senti no dever de ir naquele momento dar um abraço na garotada. Senti na pele em 98 o que é uma derrota em Copa, eles sentiram agora. Sabia que precisavam de um conforto, carinho, e fui lá pra isso”, afirmou o capitão do penta, que disse ter anuência de Felipão para falar com o grupo.

“Era um simples gesto, não para me promover, porque não preciso, fui para dar um abraço no Felipão, no Parreira, até pedi para o Felipão se podia dar uma palavra para os meninos, ele disse: "Nossa, capitão! Com certeza". E fiquei surpreso quando fui chamado por uma pessoa que trabalha na CBF pedindo que eu me retirasse gentilmente porque o Marin disse que não queria ninguém no vestiário”, completou.

A presença de ex-jogadores no ambiente da Seleção nesta Copa foi comum até o vexame no Mineirão. Antes da partida contra a Alemanha, inclusive, o ex-atacante Edilson acompanhou a Seleção desde o ônibus e puxou roda de samba, como acontecia em 2002, em que ficou marcado por alegrar o grupo, ao lado do ex-volante Vampeta. Durante a semana na Granja Comary, a dupla já tinha sido convocada por Felipão para falar com os jogadores.

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