Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 09/07/2014
  • 16:18

Presidente da FCF rebate críticas de Felipão

Treinador do Brasil disse que o futebol catarinense só passou a ter valor com ele, quando dirigiu o Criciúma

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  • Lancepress

O presidente da Federação Catarinense de Futebol e um dos vices-presidente eleitos da Confederação Brasileira de Futebol,  Delfim de Pádua Peixoto, criticou duramente o treinador da Seleção, Luiz Felipe Scolari na manhã desta quarta-feira.

"Não tem a menor condição de continuar. Não é para mim apenas, é a opinião de todo mundo. Ele mesmo vai pedir para parar. Não vejo ambiente para continuar. Pessoalmente, eu gosto dele. Mas tenho o direito de achar que ele está ultrapassado. Não estou ofendendo ele, estou dizendo que está ultrapassado. Subestimamos o futebol alemão. Passamos aperto até com Camarões, Croácia, quase caímos com o Chile. Aperto contra a Colômbia. Só só pegar uma seleção de nome e levamos 7 a 1. Uma vergonha para o país. Vi o Brasil perder do Uruguai em 1950 com nove anos de idade, foi uma derrota normal. O Uruguai tinha raça. A maior cicatriz do futebol brasileiro, agora, é esse 7 a 1", afirmou Peixoto, um dos mais próximos a José Maria Marin e de Marco Polo Del Nero, que mandam na CBF.

À tarde, na entrevista coletiva concedida pela comissão técnica na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, Felipão foi questionado sobre as críticas de Delfim. Felipão foi duro.

"Por que eu vou responder ao Delfim? O único título de Santa Catarina quem deu fui eu (Cricíuma, campeão da Copa do Brasil em 1991). Ele tem que pedir bênção a mim. Eles não ganharam nada nunca. Só comigo", disse Scolari.

O presidente da FCF, informado por amigos da resposta de Felipão, rebateu a declaração.  
"Na Copa do Brasil pelo Criciúma ele era um técnico em começo de carreira. O mérito não foi só dele, do clube, não só dele. Não é o único titulo. O Avaí ganhou Série C, o Criciúma a Série B. Ele não treinou em nenhum desses títulos. Esse futebol pequeno que ele insinuou tem três times na Série A, dois na B. Não foi o trabalho dele que fez o futebol crescer", comentou.

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