Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 11/07/2014
  • 13:42
  • Atualização: 13:52

Van Gaal diz preferia perder por 7 a 1 do que eliminação nos pênaltis: “Dói menos”

Técnico holandês ressaltou que time quer bater o Brasil na decisão do terceiro lugar para terminar Copa invicto

Van Gaal diz preferia perder por 7 a 1 do que eliminação nos pênaltis | Foto: Damien Meyer / APF / CP

Van Gaal diz preferia perder por 7 a 1 do que eliminação nos pênaltis | Foto: Damien Meyer / APF / CP

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  • AFP

O técnico da seleção holandesa, Louis Van Gaal, manteve a rotina de declarações polêmicas nesta Copa do Mundo ao afirmar nesta sexta-feira que teria preferido "perder por 7 a 1", como o Brasil contra a Alemanha, a ser eliminado nos pênaltis pela Argentina. Por terem sido derrotados nas semifinais, Brasil e Holanda se enfrentam neste sábado em Brasília na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo.

"Dá muita raiva. É melhor perder por 7 a 1, porque aí você já sabe claramente que perdeu. Ter ficado fora da final numa disputa de pênaltis enquanto sua equipe está invicta é a pior coisa que pode acontecer", ironizou o treinador numa entrevista coletiva concedida no estádio Mané Garrincha.

"A única coisa que posso dizer sobre essa semifinal (contra a Argentina), é que não perdemos o jogo. É isso que dói mais", insistiu.

A atual vice-campeã mundial Holanda somou quatro vitórias e dois empates no torneio. Os holandeses estrearam com uma incrível goleada de 5 a 1 sobre a Espanha, na repetição da final da última edição, superaram a Austrália por 3 a 2 e encerraram a fase de grupos com 100% de aproveitamento derrotando o Chile por 2 a 0. Nas oitavas, a equipe de Van Gaal passou pelo México com uma virada espetacular por 2 a 1 nos minutos finais, antes de encarar duas disputas de pênaltis depois de empates sem gols. Nas quartas, a Holanda levou a melhor sobre a Costa Rica, mas, em seguida, caiu diante dos argentinos na semifinal.

"Vamos fazer de tudo para terminarmos em terceiro lugar. Queremos terminar o torneio invictos, coisa que nenhuma seleção holandesa conseguiu na história. O Brasil não terá vida fácil. Digo desde o início do torneio, e os fatos me dão razão, que somos a equipe mais difícil de ser batida", avisou.

"Não cumprimos a meta inicial, que era ganhar a Copa, mas fizemos todo o possível. Agora, queremos embarcar no avião com a satisfação de voltar para casa sem termos perdido. Vai ser meu último jogo, então espero que os jogadores possam me dar a vitória e o terceiro lugar de presente", completou o treinador, que assumirá o comando do Manchester United depois do Mundial.

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