Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 11/07/2014
  • 18:03
  • Atualização: 18:13

Inter sugeriu ao MP a suspensão do pagamento das estruturas temporárias

Dirigente alega que houve alterações no projeto original

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  • Samuel Vetori / Rádio Guaíba

A direção do Inter informou que a iniciativa de suspender o pagamento pela instalação das estruturas temporárias utilizadas na Copa do Mundo foi do clube. O vice-presidente de administração colorado, José Amarante, explicou ter levado a ideia ao Ministério Público (MP). O órgão recomendou que o clube deixe de pagar até que haja esclarecimento sobre os gastos.

De acordo com Amarante, houve alterações no projeto original e as mudanças terão de ser incluídas na prestação de contas das contratadas. Como exemplo de alterações não previstas, ele citou a necessidade de nivelar terreno para a colocação das estruturas temporárias em determinados pontos no entorno do estádio.

Conforme com o promotor Nilson de Oliveira Rodrigues Filho, foram encontradas inconsistências entre o que foi colocado no contrato e o que técnicos do órgão responsável pelo acompanhamento da montagem encontraram. Ele salientou que foi constatada a locação de materiais por valores superiores ao preço de compra dos mesmos equipamentos. A atuação do MP se deve ao fato de haver a injeção indireta de dinheiro público. O Estado abriu mão da arrecadação para viabilizar o financiamento.

Materiais adquiridos serão reaproveitados pelo Estado

As estruturas temporárias reaproveitáveis que foram instaladas no entorno do Beira-Rio devem começar a ser distribuídas a partir da próxima semana. Cerca de R$ 25 milhões foram gastos, conforme a previsão inicial de despesas. O Estado vai ficar com tudo o que foi adquirido, em contrapartida pela isenção. O total corresponde a 10% do montante. Mesas, cadeiras, extintores de incêndio, entre outros materiais, serão distribuídos a escolas, Defesa Civil Estadual e Brigada Militar, entre outros órgãos.

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