Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 23/08/2014
  • 09:25
  • Atualização: 10:29

Gaúcho fatura prata nos Jogos Olímpicos da Juventude

Adolescente de 16 anos disputa torneio de tênis na China

Adolescente de 16 anos disputa torneio na China | Foto: Wander Roberto / Inovafoto / COB / CP

Adolescente de 16 anos disputa torneio na China | Foto: Wander Roberto / Inovafoto / COB / CP

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  • Lancepress

Neste sábado, o gaúcho Orlando Luz conquistou a medalha de prata na competição individual de tênis dos Jogos Olímpicos da Juventude, na China. Depois de perder a decisão para o polonês Kamil Majchrzak, Orlandinho sentiu uma mistura de emoções. Ao mesmo tempo em que lamentou o revés e a não obtenção do ouro, ele disse que uma medalha olímpica tem sua importância.

O adolescente de 16 anos vive nesta semana uma verdadeira maratona de jogos. Foram 11 partidas, 26 sets disputados e três torneios simultâneos em apenas sete dias. Escalado para representar o Brasil nas disputas individual, duplas masculinas e duplas mistas, o atleta encerrará neste domingo sua participação nos Jogos certamente muito desgastado fisicamente. Mas, com certeza, ele não reclamará do resultado.

Amanhã, às 15h locais (4h de Brasília), Orlandinho fará seu 12º e último duelo, na competição de duplas masculinas. Independentemente do resultado que conseguir ao lado de Marcelo Zormann, o jogador sairá da China como um dos principais nomes da delegação, com duas medalhas. Além dele, só Matheus Santana conseguiu algo semelhante (três pódios), considerando as disputas de medalha em provas entre países.

Confira a entrevista após a decisão da final individual em Nanquim:

Qual é a sensação que fica: o orgulho por conquistar uma medalha olímpica, ou um pouco de decepção por ter ficado tão perto do ouro?
Com certeza minha consciência vai pesar por alguns dias, por causa dessa perda da medalha de ouro. Mas acho que não dá para desprezar uma medalha de prata em uma Olimpíada. É uma grande conquista. Não é um jogo que vai me deixar para baixo. Vim fazendo uma grande semana e um grande ano. Passou perto, temos de trabalhar mais para estar preparado para a próxima. Na outra semana terei o Aberto dos Estados Unidos, que é um torneio importantíssimo. Tenho de me preparar tanto para a final de duplas que está valendo medalha de ouro, quanto para a próxima semana. A vida do tenista é assim, ganha, perde, não tem o que fazer.

Como você chega para a final de duplas fisicamente, depois de encarar uma maratona de jogos nesta semana?
Essa semana toda vai cansando, tanto o corpo quanto a mente. Acho que a gente tem de se preparar, saber que o tênis é exaustivo, e saber que isso pode acontecer. Tua cabeça tem de estar forte para poder lidar com isso. Talvez hoje eu não soube lidar tão bem com isso. Tentei do começo ao fim. Com certeza passei essa visão para o pessoal do Brasil que está me acompanhando. Eu não iria deixar de lutar em momento algum, mas a medalha acabou não vindo.

O que representa para você ser um dos principais brasileiros aqui em Nanquim, com duas medalhas conquistadas?
É muita coisa. É uma honra jogar pelo Brasil, e não somente jogar como também ganhar duas medalhas. Tenho de me preparar para sair amanhã com o melhor resultado e tentar levar o ouro.

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