Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 26/08/2014
  • 09:00
  • Atualização: 09:04

Considerado líder intelectual, Kaká motiva colegas no São Paulo

Meia colaborou para crescimento de Pato e Ganso

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  • Lancepress

Emprestado pelo Orlando City, Kaká chegou ao São Paulo para jogar apenas seis meses, mas seu retorno, mesmo que por pouco tempo, pode deixar um grande legado tanto para os jovens atletas quanto para os experientes do Tricolor. Como o técnico Muricy Ramalho enfatiza em suas coletivas, o nível tático, técnico e até mesmo intelectual do jogador têm dado resultado direto no desempenho da equipe. A opinião do treinador é compartilhada pelo elenco. "O Kaká é um cara fantástico, é humilde e o que ele vem fazendo nos motiva. É legal vê-lo correndo, se entregando", disse o volante Denilson.

Líder dentro de campo, a sua chegada melhorou o rendimento de dois jogadores em especial: Alexandre Pato e Ganso. Pato jogou por duas temporadas com o meia no Milan (2007/2008 e 2008/2009) e "renasceu" depois de seu retorno ao São Paulo.

O atacante voltou para o Brasileirão depois da Copa do Mundo como reserva e hoje compõe junto com o parceiro, Ganso e Alan Kardec o quarteto mágico. A formação jogou os últimos quatro jogos no Brasileirão e venceu todos até agora. Antes apagado e sem o rendimento esperado pela diretoria e torcedores são-paulinos, Pato, desde a volta de Kaká, marcou cinco gols e tem sido decisivo.

Contra o Bragantino, jogo em que Pato voltou a ser titular e balançar as redes pelo clube, foi a única partida que marcou e não teve Kaká ao seu lado. O meia foi poupado e não jogou nenhum jogo da Copa do Brasil. Paulo Henrique Ganso, por sua vez, desde que Kaká chegou deu quatro assistências e marcou gol em dois jogos consecutivos. Isso ainda não havia acontecido desde sua chegada no clube do Morumbi, em 2012.

Somando com os passes dados para gols que já tinha feito, chegou a 11 e se tornou líder do time no quesito. Nesta temporada, ele soma cinco gols, mesma quantidade que terminou o ano passado pelo tricolor. Apesar de Ganso não ter ido bem com Jadson, quando o técnico da época, Ney Franco, optou jogar com dois meias, o esquema 4-4-2 escolhido por Muricy para adaptar a equipe com a chegada de Kaká está dando certo e pode gerar frutos ao clube.

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