Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 29/08/2014
  • 11:35
  • Atualização: 13:20

MP solicita abertura de inquérito policial após caso de racismo

Polícia pediu imagens à administração da Arena para identificar gremistas envolvidos

MP solicita abertura de inquérito policial após caso de racismo   | Foto: Ricardo Giusti

MP solicita abertura de inquérito policial após caso de racismo | Foto: Ricardo Giusti

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  • Correio do Povo e Lancepress

O Ministério Público (MP), por meio da Promotoria do Torcedor, solicitou nesta sexta-feira a abertura de um inquérito policial após o caso de racismo que envolveu o goleiro do Santos Aranha, alvo de ofensas na partida contra o Grêmio, válida pela Copa do Brasil. Segundo a assessoria de imprensa do MP, os suspeitos podem ser penalizados por crime de racismo e de injúria racial. 

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O inquérito policial foi aberto pela 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. De acordo com o titular da DP, delegado Herbert Moura Ferreira, o goleiro Aranha já prestou queixa e o trabalho de investigação já foi iniciado nesta sexta. "Já estamos trabalhando e a nossa primeira preocupação é identificar a menina e outras pessoas que estejam envolvidas. Já solicitamos imagens para a administração da Arena e gostaria de recebê-las com urgência", relatou em entrevista ao site do Correio do Povo. 

Conforme Ferreira, após o processo de identificação, os envolvidos serão chamados a depor. "Vamos começar a ouvir todos e teremos pouco menos de 30 dias para concluir o inquérito. Apesar do prazo, eu não gostaria de deixar isto se estender. O assunto será tratado com urgência", disse. 

Segundo advogado do Peixe, Cristiano Caús, um boletim de ocorrência fará representação a respeito dos torcedores, e não do clube gaúcho. "O atleta vai lavrar um boletim de ocorrência ainda hoje (sexta-feira) provavelmente, e nós vamos recordar o evento à Justiça Desportiva. Vai seguir nas duas esferas, desportiva e comum. Será contra as pessoas, não contra o Grêmio, só contra à minoria. Depois, a Justiça Desportiva vai usar as imagens para ver o que vai ser feito", disse Caús. 

O representante do departamento jurídico do Santos acrescenta que, neste caso, o próprio Estado pode defender o goleiro Aranha, pois trata-se de um fato público, e não seria necessário abrir um processo particular na Justiça. "Nesse caso, tem a ver com o Aranha, esse tipo de processo, mesmo sem um boletim de ocorrência, um promotor do Estado pode oferecer a denúncia. Quando é público, o Estado pode proteger nossos direitos", acrescentou.

* Com informações do repórter Luiz Felipe Mello

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