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02/09/2014 15:55 - Atualizado em 02/09/2014 15:57

Presidente do PSG considera "injusto" o fair play financeiro

Para Nasser Al-Khelaïfi, normas travam novos investidores, protege grandes clubes e prejudica pequenos

Presidente crê que grandes são protegidos e pequenos prejudicado por normas<br /><b>Crédito: </b> Kenzo Tribouillard / AFP / CP
Presidente crê que grandes são protegidos e pequenos prejudicado por normas
Crédito: Kenzo Tribouillard / AFP / CP
Presidente crê que grandes são protegidos e pequenos prejudicado por normas
Crédito: Kenzo Tribouillard / AFP / CP

O presidente do Paris Saint-Germain, o catariano Nasser Al-Khelaïfi, declarou nesta terça-feira em entrevista à AFP que as normas do fair play financeiro eram "injustas", mas garantiu que as sanções impostas ao seu clube não o impediram de investir em novas contratações. Depois das sanções impostas pela Uefa por descumprimento do fair play financeiro, o senhor falou: "terei os jogadores que quero".

Isso foi o caso?

"Estou muito feliz com os jogadores que contratamos, David Luiz e Aurier. O nosso elenco está ótimo do jeito que está agora. Não precisávamos de outros jogadores. O episódio do fair-play financeiro foi um pouco complicado, mas não nos impediu de fazer nada. No caso de Angel Di María, conversei com o Real Madrid e seu presidente, Florentino Perez, mas não chegamos a um acordo sobre o valor e encerramos as negociações (o argentino acabou sendo contratado pelo Manchester United por 75 milhões de euros)".

O que o senhor acha do fair-play financeiro?

"Para mim, o fair-play financeiro é injusto. Trava novos investidores, protege os clubes grandes e obriga os pequenos clubes a permanecerem pequenos. Se impedir os investidores de trabalhar com futebol, vão acabar indo para a Fórmula 1 ou para outro setor. Não é bom para o futebol. Estamos preparados para trabalhar com este regulamento, mas espero que a Uefa aceite mudá-lo no próximo ano. Muitos clubes reclamaram".

Será que não foi precipitado contratar David Luiz antes da Copa do Mundo por um preço tão alto (49,5 milhões de euros)?

"O técnico queria este jogador. Resolvemos contratá-lo antes da Copa do Mundo porque sabíamos que outro clube grande estava negociando com o Chelsea. Isso também teve a ver com os problemas de Alex (outro zagueiro brasileiro, que acabou sendo vendido ao Milan), não conseguia jogar dois ou três jogos por semana. David Luiz foi uma ótima escolha. É um grande jogador, com forte personalidade. Ele trouxe algo novo para o ambiente no vestiário, além de ser um jogador muito experiente".

Parece que o senhor não gosta da ideia de vender os jogadores contratados desde sua chegada...

"Não estamos aqui para fazer dinheiro com o PSG. Quando contratamos um jogador, é porque acreditamos nas suas qualidades. Lavezzi, Pastore, Cavani... Acreditamos neles. Recebemos ofertas importantes, que eu recusei. Não estamos fazendo negócios com os nosso jogadores. Contratamos muito durante os últimos três anos e agora é importante manter certa estabilidade. Temos que manter estes jogadores, este ambiente e este elenco".

O que houve com Adrien Rabiot, que acabou permanecendo no clube?

"Ele não quer renovar seu contrato conosco. Adoro este jogador, quero mantê-lo aqui, mas ele quer ir embora. O clube investiu muito nele, é um jogador que saiu das nossas categorias de base. Não quero perdê-lo desta forma. Se ele quiser ir embora, precisamos entrar num acordo com um clube comprador. Ele treinou durante dois anos com grandes jogadores, como Zlatan (Ibrahimovic) ou Thiago Motta e aprendeu muito. Não quero que ele se esqueça disso. Para mim, ele é a nova cara do PSG. Queremos mantê-lo, mas se ele não acreditar no projeto e quiser ir embora, será mais complicado. Vamos ver o que vai acontecer nas duas próximas semanas. Espero que a nossa história com ele não tenha acabado.

Com as contratações milionárias do clube, os jovens da base ainda têm condições de encontrar espaço no time principal do PSG?

"Os jovens só precisam confiar no clube. Não é tão complicado. Ainda contamos com Ongenda e Areola (dois jogadores emprestados ao Bastia). Rabiot jogou cerca de 25 partidas na temporada passada. Se ele não jogar, até aceito emprestá-lo a outro clube. Mas se ele jogar, se o nosso time precisar dele, é normal que permaneça. Emprestei Areola, porque ele precisa jogar, mas acredito que ele seja o próximo goleiro do PSG".

O senhor está preocupado com a falta de concorrência no Campeonato Francês?

"Não estou preocupado com o PSG, mas estou preocupado com o futebol francês. Nunca é bom ver os melhores jogadores deixar o país. Fiquei muito feliz com a chegada de um grande investidor no Mônaco, tomara que outros venham".

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Fonte: AFP






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