Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 02/09/2014
  • 19:09

Dirigente do Grêmio afirma que Aranha encenou para ganhar tempo

Para integrante do Conselho de Administração, juiz não viu atos de racismo porque eles não aconteceram

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  • Correio do Povo

O integrante do Conselho de Administração do Grêmio, Adalberto Preis, utilizou a conta particular no Twitter para afirmar que o árbitro Wilton Sampaio não relatou na súmula os episódios de racismo contra o goleiro Aranha porque não aconteceram. Segundo o dirigente, nada foi incluído no documento oficial do jogo porque o juiz entendeu como uma forma de gastar o tempo da partida da última quinta-feira.

“Sabem por que o árbitro não ouviu nem presenciou? Porque não houve. Foi tudo uma grande encenação do goleiro para fazer cera”, escreveu Preis, às 16h21min desta terça-feira.



Em seguida, ele justificou: “Respeito opiniões baseadas em provas. Não em suposições e distorções. Escrevi sobre provas que examinei e especifiquei. Existindo outras que não conheço obviamente reconhecerei o que elas comprovam. Tem gente misturando tudo; me responsabilizo pelo que escrevi, nos limites do escrevi e na respectiva amplitude”, completou, em três tuítes.

Após o jogo de quinta-feira passada contra o Santos, o Grêmio identificou cinco torcedores praticando atos racistas contra o goleiro Aranha. Dois deles prestaram depoimento nesta terça-feira e negaram ter ofendido o jogador do clube paulista. Mais três serão ouvidos na quarta e uma torcedora que foi gravada gritando “macaco” dará a sua versão do episódio na quinta-feira.

O Grêmio será julgado nesta quarta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva pelo caso.

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