Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 03/09/2014
  • 08:31
  • Atualização: 08:58

Ideia de candidato único para suceder Luigi esbarra em grupos políticos

Ex-presidente, Fernando Carvalho disse que gostaria de ver Inter pacificado

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  • Fabrício Falkowski / Correio do Povo

O sonho de reunir as três principais forças políticas do Inter ao redor de um candidato consensual à sucessão de Giovanni Luigi, evitando um fratricida embate eleitoral no final do ano, ainda está longe de ser concretizado. Apesar da disposição do ex-presidente Fernando Carvalho, que gostaria de ver o clube pacificado, o projeto esbarra nas pretensões dos grupos políticos que gravitam ao redor da provável candidatura de Vitorio Piffero.

O Convergência Colorada aceitaria conversar e encara o esforço como viável e também benéfico para o clube. O movimento Inter Grande, de Fernando Carvalho, Giovanni Luigi e Marcelo Medeiros, também. O mesmo não acontece com os grupos políticos que apoiaram a candidatura de Luis Antônio Lopes há dois anos e que agora, com Piffero, se veem muito próximos do poder outra vez — foram situação até 2010.

“Não vejo este quadro (de união). Posso estar errado, mas não acho que isto seja possível neste momento”, comenta Luis Antônio Lopes. Ele confirma que Piffero, que foi presidente entre 2007 e 2010, deve aceitar o convite para voltar. A candidatura deve ser confirmada a qualquer momento: “Eu só fui candidato em 2012 porque ele (Piffero) não podia naquele momento. Agora, está disposto. Estamos conversando”.

Lopes lembra que, além da eleição para presidente, há a renovação de 150 cadeiras do Conselho Deliberativo — cujas vagas serão rateadas proporcionalmente pelas chapas que tiverem 15% ou mais dos votos dos associados. Ou seja, são duas eleições em uma. “É uma composição muito complicada de ser feita. Não vejo hipótese, infelizmente”, diz.

Mesmo assim, Fernando Carvalho promete seguir tentando reunir os grupos ao redor de apenas um candidato, que pode ser o próprio Piffero. Eles são amigos há décadas. O projeto de Carvalho também é compartilhado por Giovanni Luigi, para quem as brigas políticas levam ao enfraquecimento do clube colorado.

Medeiros crê em união

O atual vice de futebol Marcelo Medeiros acredita na possibilidade de união entre as forças políticas e está disposto a articular-se ao redor dela. “O clube tem de estar aberto para a participação de mais pessoas”, observa Medeiros, que vem de uma família de importantes ex-dirigentes do Inter e seria o nome natural para representar o Inter Grande em uma possível eleição: “Estou aqui para ajudar e o que eu quero mesmo é ser campeão”.

O Convergência Colorada tem um histórico de participar com candidato próprio das eleições para presidente. No entanto, seus líderes estão preocupados com as fortes disputas políticas. “Para evitar que volte uma época marcada por ódio, rancor e guerra, podemos negociar sim”, observa o conselheiro Sandro Farias, candidato a presidente em 2012. “Mas não abrimos mão de determinados conteúdos que fazem parte do nosso programa.”

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