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03/09/2014 09:49 - Atualizado em 03/09/2014 10:42

Ao deixar delegacia, líder da Geral nega racismo na torcida

Alemão afirmou que cânticos com palavra "macaco" não têm conotação racial

Alemão afirmou que cânticos com palavra macaco não têm conotação racial<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Alemão afirmou que cânticos com palavra macaco não têm conotação racial
Crédito: Tarsila Pereira
Alemão afirmou que cânticos com palavra macaco não têm conotação racial
Crédito: Tarsila Pereira

Um dos líderes da torcida Geral do Grêmio, Rodrigo Rysdyk, 35 anos, prestou depoimento na 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre na manhã desta quarta-feira. Alemão, como é conhecido, preferiu não conceder entrevista à imprensa. Questionado sobre a possibilidade de ter presenciado atos de racismo na Arena, o torcedor limitou-se a dizer "não".

Em seguida, o comissário de polícia Lindomar Souza afirmou que o depoimento de Rysdyk foi "muito bom", apesar de não ter dado os nomes dos principais suspeitos envolvidos no caso de racismo. "Ele confirmou a presença no dia do incidente, mas garantiu que não proferiu ofensas contra o goleiro Aranha. Ele colaborou no sentido de identificar algumas pessoas que estavam lá. Alguns ele conhece apenas de vista e não sabe o nome", explicou.

Souza relatou que, segundo Rysdyk, os cânticos com a palavra "macaco" são entoados há 20 anos pela torcida do Grêmio. O líder da Geral, porém, alegou que as músicas não têm conotação racial. A 4ª Delegacia de Polícia Civil ainda irá ouvir hoje mais duas pessoas que devem prestar depoimento apenas como testemunhas. Conforme o comissário Souza, não é possível dizer quantos torcedores serão intimados a depor.

Negativa nos primeiros depoimentos

Os primeiros dois torcedores gremistas intimados a depor no caso de racismo envolvendo o goleiro Aranha negaram que tenham ofendido o jogador do Santos durante a partida contra o Grêmio, válida pela Copa do Brasil. Tiago de Oliveira, de 23 anos, e Rodrigo Rychter, de 19, se apresentaram nessa terça-feira.

O último a depor foi Rychter, que admitiu estar no setor chamado de Geral na Arena. No entanto, o jovem afirmou que não ofendeu Aranha durante o jogo da última quinta-feira. Ele não quis dar entrevistas, mas admitiu informalmente que estava nas imagens captadas pelas câmeras do estádio.

Já Tiago de Oliveira afirmou que não estava entre as pessoas que ofenderam o jogador do Santos. "Não era eu que estava lá. A pessoa da imagem era muito parecida comigo. Eu estava assistindo à partida, mas do outro lado da Arena. Estava sentado no quarto andar. Não pude ajudar a polícia porque não conheço ninguém que aparece nas imagens e não sei quem frequenta a Geral", disse ao atender os jornalistas.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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