Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 04/09/2014
  • 10:01
  • Atualização: 10:52

Chorando, torcedora chega à delegacia para ser ouvida

Patrícia Moreira é suspeita de protagonizar episódio de racismo em jogo do Grêmio

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  • Correio do Povo

A principal suspeita de cometer injúria racial contra o goleiro Aranha, Patrícia Moreira, chegou por volta das 10h desta quinta-feira à 4ª Delegacia de Polícia Civil, na zona Norte de Porto Alegre. Ela será a quinta pessoa a depor sobre o caso de racismo que causou a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil, determinada nessa quarta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Patrícia chegou à delegacia amparada por advogados e por policiais responsáveis por fazer a segurança da jovem. Ela estava de cabeça baixa, chorando e evitou contato com a imprensa.

Conforme o relato de um policial, antes de ingressar na sala em que prestará depoimento, Patrícia sentou em um banco e chorou compulsivamente. Do lado de fora da delegacia, na avenida Benjamin Constant, um grupo denominado União de Negros pela Igualdade estendeu uma faixa na frente da unidade com a seguinte frase: "Rebele-se contra o racismo".

O Grupamento de Operações Especiais destacou duas viaturas para realizar a segurança da torcedora, que na semana passada teve a casa apedrejada em Porto Alegre. Uma carro da equipe volante da Polícia Civil foi usado para circular pelas redondezas para verificar qualquer movimentação estranha. 

Nessa quarta-feira, o torcedor Eder Braga e um dos líderes da Geral do Grêmio, Rodrigo Rysdyk, prestaram depoimento na Polícia Civil. Ambos negaram ofensas racistas a Aranha. Depois das explicações de Braga, o delegado Herbert Ferreira decidiu intimar Juliano Franckzak, conhecido como "Gaúcho da Geral". Ele também deve depor sobre o episódio de injúria racial ocorrido na Arena.



Grupo protestou com faixa em frente à delegacia, na Zona Norte de Porto Alegre /  Foto:  Ricardo Giusti


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