Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 04/09/2014
  • 15:46
  • Atualização: 19:30

Geral do Grêmio suspende uso de termo “macaco” de seus cânticos

Lideranças da torcida organizada afirmam que é difícil controlar o que é cantado por quem está no setor

Após o jogo com o Bahia, torcida foi suspensa pelo clube | Foto: Ricardo Giusti

Após o jogo com o Bahia, torcida foi suspensa pelo clube | Foto: Ricardo Giusti

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  • Lancepress

A Geral do Grêmio suspendeu de seus cantos o termo "macaco" utilizado para identificar o Inter e seus torcedores. As músicas foram citadas pelos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva no julgamento dessa quarta, que terminou com a exclusão do clube da Copa do Brasil. A informação foi publicada nesta quinta-feira na conta oficial da torcida no Twitter. Outra organizada, a Torcida Jovem, já havia feito o mesmo.

A suspensão do termo ocorre depois de uma situação polêmica. Após as reclamações de injúrias racistas do goleiro Aranha, na última quinta, uma das músicas que usa o termo foi cantada na vitória sobre o Bahia, no domingo. A Geral estava suspensa pelo Ministério Público. Sem a banda, alega que é impossível controlar as músicas que são puxadas pela massa, já que o setor não conta apenas com integrantes da torcida.

Após o caso, a torcida foi suspensa pela diretoria do clube, que se manifestou de maneira veemente contra os cantos. Inclusive, internamente, já se cogita a colocação de cadeiras no setor. Uma ameaça de acabar com o setor popular do novo estádio mediante os últimos acontecimentos.

Nesta quinta-feira, a torcedora Patrícia Moreira prestou depoimento na 4ª Delegacia de Porto Alegre na investigação de injúrias raciais a Aranha. O mesmo já aconteceu com outros dois suspeitos. Rysdyk também conversou com a polícia, ontem, mas como testemunha no caso.

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