Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 04/09/2014
  • 16:19
  • Atualização: 16:21

Dunga atribuiu à hierarquia as poucas mudanças na Seleção

Técnico diz que resultado na Copa não pode ser determinante para que grupo não possa ter nova chance

Dunga crê que resultado na Copa não pode encerrar ciclo do grupo do Mundial | Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Divulgação / CP

Dunga crê que resultado na Copa não pode encerrar ciclo do grupo do Mundial | Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Divulgação / CP

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  • Lancepress

No primeiro jogo na volta ao comando da Seleção Brasileira, Dunga usará nove jogadores que estiveram na Copa do Mundo passada. A renovação gradual promovida pelo técnico é guiada por uma "hierarquia". Avesso a mudanças radicais, o treinador atesta que a eliminação vexatória para a Alemanha não pode significar também o fim do ciclo daquele grupo.

“Gosto de hierarquia e tenho de dar oportunidade aos jogadores da Copa ou não teremos uma definição de time. Quem esteve na Copa ainda está com a ferida da derrota bem aberta. Não é porque perdeu a Copa que tudo está errado. E merece uma segunda oportunidade. Aos poucos vou dar responsabilidade aos mais jovens”, disse o técnico.

Curiosamente, para a primeira partida, as novidades são jogadores com larga experiência. O zagueiro Miranda, o lateral-esquerdo Filipe Luís e o atacante Diego Tardelli não são garotos: têm 29 anos. Fato, porém, que não significa que não podem estar no Mundial de 2018.

“Prazo de validade? Quem responde isso são os próprios jogadores. Não temos de colocar a palavra reformulação: o jovem tem de estar dentro e o velho fora. O importante é trazer um sangue novo e dar oportunidade para cresceram, passo a passo”, comentou Dunga.

Apesar do processo de mudanças de time e sistema, Dunga ressalta que a as vitórias nos amistosos contra Colômbia e Equador serão imprescindíveis.

“Sabemos que o mais importante é ganhar os dois jogos. Vivemos de cobrança e queremos sempre isso. O torcedor tem de ver uma Seleção vibrante em campo e ter a certeza de que os atletas deram o máximo. Mas, por favor, temos de ter uma compreensão nesta primeira partida, pois pegaremos um adversário forte e que joga junto há quatro anos. Mas todos estão cientes da pressão. Se tudo estivesse bem, eu não estaria como técnico aqui e agora”, alertou o treinador.

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