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Porto Alegre, domingo, 19 de Novembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 09:27
  • Atualização: 12:22

Conselheiros não têm acesso ao relatório sobre as contas da gestão Piffero

Versão simplificada ficará à disposição da maior parte do Conselho do Inter

Conselheiros não terão acesso ao documento completo | Foto: Ricardo Giusti / CP memória

Conselheiros não terão acesso ao documento completo | Foto: Ricardo Giusti / CP memória

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  • Fabrício Falkowski

Apenas os sete conselheiros da comissão especial de sindicância, escolhida pelo Conselho Deliberativo (CD) em reunião no último dia 5, terão acesso ao relatório elaborado pela Ernst & Young sobre as contas da gestão Piffero e todos os seus milhares de documentos anexos. Os demais conselheiros, inclusive a maioria dos dirigentes daquela época, terão de contentar-se com a versão simplificada e sem detalhes que foi apresentada na própria reunião do CD. A forma cuidadosa como a atual direção está “trabalhando” a divulgação do relatório vem suscitando várias dúvidas quando à gravidade das informações lá contidas.

O presidente da comissão de sindicância, José Alfredo Amarante, não dá mais entrevistas desde que assumiu a tarefa. Os outros integrantes do grupo também não falam com a imprensa - pelo menos não oficialmente. Apesar de já estarem trabalhando na elucidação dos fatos apontados pela auditoria, eles também ainda não tiveram acesso à totalidade dos documentos.

“Estamos assustados e atentos a tudo que está acontecendo. Ninguém sabe ao certo o que há no relatório, embora todos preguem transparência. É um mistério”, observa o vice-coordenador do grupo Inove Inter, Ângelo Rostirola. Ele contou que já esteve no Beira-Rio para ver o documento que está à disposição dos conselheiros e que saiu de lá frustrado. “Tem 45 páginas e é a versão impressa daquilo que foi apresentado na reunião do Conselho”, continua. O Inove Inter protocolou pedido para ter acesso à totalidade do relatório. O grupo também quer conhecer o contrato celebrado com a Ernst & Young em janeiro.

Segundo o que apurou o Correio do Povo, o relatório afirma que um grupo de empresas do ramo da construção civil recebeu mais de R$ 9 milhões entre 2015 e 2016, sem que haja no Beira-Rio obras que justifiquem tal volume de investimentos. O documento também confirma a concessão de cerca de R$ 9 milhões em adiantamentos na boca do caixa, dos quais boa parte feito em dinheiro vivo. A comissão de sindicância tem prazo de 30 dias para concluir o trabalho.