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24/06/2014 11:07 - Atualizado em 24/06/2014 11:35

Febre da Copa contagia turistas estrangeiros

Torcedores se assustaram com policiais armados, chamados tropa de "Robocops"

Torcedores se assustaram com policiais armados, chamados tropa de Robocops <br /><b>Crédito: </b> Tasso Marcelo / AFP / CP
Torcedores se assustaram com policiais armados, chamados tropa de Robocops
Crédito: Tasso Marcelo / AFP / CP
Torcedores se assustaram com policiais armados, chamados tropa de Robocops
Crédito: Tasso Marcelo / AFP / CP

Apesar dos alertas da imprensa internacional sobre problemas de transporte ou segurança no Brasil, os turistas estrangeiros se renderam ao clima de festa da Copa do Mundo. "A imprensa nos deixou um pouco preocupados, mas fomos logo contagiados pela febre", explicou Leonardo, colombiano de 32 anos que resumiu em poucas palavras o sentimento da maioria dos torcedores.

Antes do Mundial, vários meios de comunicação internacionais, agências de viagem e até os governos dos países classificados para a competição alertaram seus compatriotas sobre perigos ou dificuldades que os esperavam no Brasil. Assaltos, manifestações violentas, problemas de aeroportos, mobilidade urbana. "Há uma enorme diferença entre o que esperávamos e a realidade", explica Tom, torcedor belga de 31 anos.

"É óbvio que chegamos com um pouco de medo. Nos disseram que era preciso tomar muito cuidado com roubos. Ficamos com medo de ter os documentos roubados", concordou seu amigo Christophe.

Apesar das preocupações iniciais, os turistas estrangeiros parecem ter se tornado imunes ao sentimento de insegurança. No Rio de Janeiro, a diminuição da onda de protestos e o forte esquema policial tranquilizam os mais "medrosos".

"Robocops" assustam

"Este esquema policial é uma boa coisa, porque há turistas de todas as partes do mundo, que às vezes não têm noção do perigo", comentou Kotaro Ninomiya, estudante americano que vive em San Diego, na Califórnia.

"O mais importante é ser bem informado. É uma questão de bom senso. Tem que evitar favelas e alguns bairros à noite", resumiu Luke Stepien, canadense de 26 anos.

Já o mexicano Mauricio Torres viu no Brasil muitas semelhanças com seu país. "No México, as pessoas também têm uma certa percepção da insegurança, com tudo que a mídia conta sobre os traficantes, mas isso não te impede de ter uma vida boa, desde que saiba onde é melhor não pisar", explicou.

Alguns, porém, se assustam com os policias fortemente armados, que dão impressão de uma tropa de "Robocops" nas ruas do Rio. "O único sentimento de insegurança vem da polícia, com esses batalhões de choque que andam sempre com estes escudos enormes. É muito agressivo", reclamou o belga Tom.

"O único problema que tivemos foi com a polícia, que usou spray de pimenta para dispersar pessoas que estavam na rua durante uma noitada na Lapa. Não era preciso chegar a tal ponto, estava com o nariz todo ardido, o pessoal só estava lá para curtir a noite", lamentou o amigo do Belga, Christophe.

Bagunça

Quando o assunto muda para as manifestações, muitos ouviram falar, mas quase ninguém viu. "Eu só ando nos bairros turísticos e não vi protesto nenhum. Não é um problema para mim", afirmou Lauranne Kamgang, camaronesa de 26 anos que vive no Canadá.

"Se tem um momento em que precisa tomar cuidado é na hora de atravessar a rua. Você corre sério risco de ser esmagado", alertou Jorge Begoña, empresário mexicano de 33 anos.

Já o australiano Marshall Boyd disse que sua única decepção foi em relação à organização da Copa. "Durante o primeiro jogo no Maracanã (Argentina e Bósnia, no dia 15 de junho), não tinha comida nas lanchonetes", reclamou.

"Tem bagunça para tudo quanto é lado, mas na verdade adoro isso", brincou o australiano de 28 anos, que adora jogar rúgbi, mas trocou a bola oval pela redonda para acompanhar o Mundial no Brasil.

"Aqui, o clima é maravilhoso. É uma grande festa, 24 horas por dia, e estamos confraternizando com todo mundo, até com argentinos", brincou Danny, inglês de 52 anos. "Falamos até sobre as Malvinas!", disse, referindo-se ao arquipélago pelo qual Reino Unido e Argentina travaram uma guerra que deixou 907 mortos em 1982.

"Por enquanto, não vejo rivalidade entre torcedores, mas não sei se o clima será tão ameno quando começar a fase de mata-mata", alertou Alexis Makaroff, francês de 24 anos, cuja seleção pode enfrentar o Brasil nas semifinais.

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Fonte: AFP






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