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04/07/2014 21:26 - Atualizado em 04/07/2014 21:48

Mulher que roubou bebê na Santa Casa: “Queria criança para cuidar”

Mãe de cinco filhos diz que perdeu uma gravidez e tomava antidepressivos

Indiciada por sequestro e cárcere privado, a mulher que na semana passada sequestrou uma menina de um ano de vida, na Santa Casa de Porto Alegre, prestou mais um depoimento à Polícia. Ela afirmou que, por ter perdido uma gravidez, “queria uma criança para cuidar”.

Detida na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, a suspeita, de 39 anos, disse à delegada Carmen Kátia Régio, da 17ª DP da Capital, que escolheu o hospital, o quarto e a criança de forma aleatória. “Ela falou que tinha parto previsto para outubro e que ainda se sentia grávida e seguia, inclusive, comprando roupinhas para o bebê”, relatou a policial, que remeteu o inquérito à Justiça. A mulher é mãe de cinco filhos e cumpre prisão temporária em uma cela que divide com outra detenta, com quem disse ter “bom convívio”.

A delegada também revelou que Luciana era copeira em uma clínica médica e que, por isso, tinha em casa as vestes brancas (calça, touca e avental) que a permitiram circular pelos quartos da Santa Casa. “Ela disse que não teve contato com a mãe e que encontrou a menina sozinha no berço, mas sabemos que isso não é verdade”, explicou a policial. Segundo o relato da mãe do bebê, a mulher fingiu ser enfermeira e disse estar levando a menina para fazer exames. Nove horas depois de fugir em um táxi, ela foi presa no bairro Lami.

A Polícia ainda não teve resposta da Justiça para os pedidos de quebra de sigilo bancário e telefônico de Luciana. A meta é checar a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no caso. Também ainda não foram feitos, pelo DML, os exames de sanidade mental e para comprovar que ela esteve mesmo grávida, nos últimos meses. A mulher, de 39 anos, tinha receita médica para o uso de antidepressivos, mas disse à Polícia que parou de tomar os remédios por conta própria. Cinco anos atrás, conforme a delegada, ela sofreu cinco facadas em uma tentativa de homicídio cometida pelo marido, já falecido. “Desde então, ela disse que desenvolveu síndrome do pânico”, finalizou Carmen. Além dela, o delegado Hilton Müller conduziu o inquérito.

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Fonte: Ricardo Pont / Rádio Guaíba






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