Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 05/07/2014
  • 12:19
  • Atualização: 12:29

Trensurb deve operar com três novos trens até outubro

Redução dos alagamentos depende de investimentos na drenagem da zona Norte de Porto Alegre

Trensurb deve operar com três novos trens até outubro | Foto: André Ávila / CP Memória

Trensurb deve operar com três novos trens até outubro | Foto: André Ávila / CP Memória

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  • Bibiana Borba / Rádio Guaíba

Quatro vagões de trem chegaram nesta sexta-feira ao pátio da Trensurb, em Porto Alegre, e devem começar a operar até o final de outubro. Um novo lote chegará à Capital no dia 21 de julho e outras 11 composições, já compradas pela empresa, serão entregues pelo fornecedor paulista até janeiro do ano que vem. Eles devem ser incorporadas à frota até agosto de 2015.

Nenhum dos 25 trens antigos — que estão em operação há mais de 30 anos — deixará de funcionar, segundo o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper. “Queremos buscar recursos para modernizar os carros, como se faz em qualquer país do mundo quando os trens passam de três décadas. Em Buenos Aires, por exemplo, há linhas de metrô com mais de 60 anos”, ressaltou.

O Trensurb opera hoje na capacidade máxima nos horários de pico, transportando mais de 200 mil passageiros, entre Novo Hamburgo e Porto Alegre. Com as 15 novas composições, o presidente aposta em mais conforto para os passageiros e um aumento de público para cerca de 250 mil pessoas por dia.

A tecnologia dos carros, no entanto, não deve evitar que a circulação do metrô de superfície seja interrompida por alagamentos, como o que fechou três estações nesta sexta-feira. Para minimizar os danos das chuvas, a empresa pretende unir forças com a administração municipal na busca de investimentos em infraestrutura da zona Norte da Capital.

Humberto Kasper acredita que o maior problema é a urbanização cada vez mais acelerada da região próxima à Arena do Grêmio, sem capacidade de drenagem na região. “A região do Humaitá cresceu, ganhou mais prédios e asfalto, e o escoamento das chuvas é mais direcionado para o trem”, afirma o diretor-presidente da Trensurb.

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