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06/07/2014 16:55 - Atualizado em 06/07/2014 16:59

Justiça de MG embarga demolição de viaduto que desabou

Acidente matou duas pessoas e deixou 22 feridas em Belo Horizonte

A Justiça mineira determinou neste domingo o embargo da demolição do Viaduto Guararapes, que desabou e interdita completamente o tráfego na avenida Pedro I, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A decisão atendeu a um
pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que quer a preservação do local para a conclusão dos trabalhos de perícia que vão determinar a causa do desabamento, ocorrido na última quinta-feira. Na ocasião, duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas.

O início da demolição estava previsto para as 8h de hoje. Na noite de sábado, a assessoria da Construtora Cowan, responsável pela obra, informou que a empresa havia sido "autorizada pelos órgãos competentes a iniciar a demolição" do viaduto, trabalho que seria realizado entre as 8h e 22h. Mas a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) recebeu ofício do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informando sobre o embargo da demolição para que o local permaneça preservado.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), os trabalhos de demolição poderão ser realizados em 24 horas após a liberação. Mas o chefe da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), coronel Alexandre Lucas, afirmou que a segurança dos trabalhos e das pessoas que moram em imóveis próximos "têm prioridade" sobre a Copa do Mundo. Foi uma referência à partida entre Brasil e Alemanha por uma das semifinais do Mundial que será realizada na terça-feira, 8 no Estádio Mineirão, na mesma região do acidente.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o motivo do desabamento do viaduto e ainda precisa fazer levantamentos no local, além de análise da documentação fornecida pela PBH e pela Cowan, para tentar confirmar a causa do colapso da estrutura.

Já foi constatado que um dos três pilares que sustentava o viaduto afundou seis metros. Mas a perícia ainda terá que fazer trabalhos como a análise do solo. A polícia fez uma série de exigências para que seja feita a demolição, incluindo o isolamento da área onde o pilar afundou, além do escoramento da outra alça do viaduto, mas o MPE entende que é necessário preservar toda a cena do acidente.

Inquérito conta com depoimento de 18 pessoas


Pelo menos 18 pessoas, incluindo engenheiros e funcionários da Cowan, já foram ouvidos no inquérito instaurado pela 3ª Delegacia Regional de Venda Nova para apurar o caso. As investigações são acompanhadas por representantes das promotorias Criminal e de Defesa do Patrimônio Público do MPE mineiro acompanhar as investigações. Quando o viaduto desabou, atingiu dois caminhões, um micro-ônibus e um Fiat Uno. Os dois primeiros veículos estavam vazios, mas a motorista do coletivo, Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, e o condutor do Uno, Charlys Frederico Moreira do Nascimento, de 25, morreram na hora.

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Fonte: AE






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