Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 07/07/2014
  • 10:42

Risco de conflito generalizado entre Israel e Hamas

Quatro ativistas militares da Faixa de Gaza morreram em um ataque israelense contra um túnel em Rafah

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  • AFP

O confronto entre Israel e Hamas corre o risco de se transformar em um conflito generalizado após a morte de pelo menos sete combatentes palestinos em Gaza, em um momento em que aumentam os distúrbios após o assassinato de um adolescente palestino por extremistas judeus.

Quatro ativistas militares do Hamas, que governa a Faixa de Gaza, morreram em um ataque israelense contra um túnel em Rafah, ao sul do território, segundo várias testemunhas e os serviços de emergência locais. Outros dois membros das brigadas Ezedin al-Qassam desapareceram.

A imprensa israelense atribuiu o incidente a uma explosão de origem indeterminada. A região tem muitos túneis que servem para o contrabando a partir do Egito, assim como galerias subterrâneas usadas por comandos para se infiltrar por trás das linhas israelenses ou lançar foguetes.

Um combatente palestino faleceu por ferimentos sofridos em outro ataque israelense em um campo de treinamento das brigadas de Al-Qassam em Rafah. O exército israelense indicou em um comunicado que havia atacado "nove posições terroristas e pontos de lançamento de foguetes na Faixa de Gaza".

Desde a noite de domingo, ao menos 14 projéteis atingiram o sul de Israel, um dos quais feriu levemente um militar e provocou danos materiais. Um dos foguetes atingiu os bairros periféricos da cidade de Beersheva, a capital do deserto de Neguev, a 50 km da Faixa de Gaza, sem deixar vítimas.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, se comprometeu a "fazer o necessário para recuperar a paz e a segurança" no sul de Israel. Mas convocou seu governo a se abster de declarações incendiárias para evitar um confronto generalizado.

"A experiência nos demonstrou que, num momento como esse, devemos agir de forma responsável e com a cabeça fria para nos abster de declarações duras e impetuosas", declarou Netanyahu aos seus ministros.

Esta linha prudente gerou divergências dentro da coalizão conservadora. O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, um falcão ultranacionalista, anunciou nesta segunda-feira o fim da aliança com o partido Likud do primeiro-ministro, mas sem abandonar o governo.

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