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07/07/2014 14:13 - Atualizado em 07/07/2014 14:50

Funcionários do São Pedro usam balões para protestar contra mudança de pacientes

Enfermeiras alertaram para problemas de depressão que podem surgir em razão da transferência

Servidores colocaram balões pretos na porta da unidade e ficaram reunidos próximo da entrada para impedir a transferência<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Servidores colocaram balões pretos na porta da unidade e ficaram reunidos próximo da entrada para impedir a transferência
Crédito: André Ávila
Servidores colocaram balões pretos na porta da unidade e ficaram reunidos próximo da entrada para impedir a transferência
Crédito: André Ávila

Dezenas de servidores do Hospital Psiquiátrico São Pedro fizeram um protesto nesta segunda-feira em frente à unidade Madre Matilde, em Porto Alegre, onde vivem 30 idosas. Eles questionam a transferência de pacientes para outros prédios da instituição. Um dos funcionários, que não quis se identificar, afirmou que o local para onde irão os internos ficará superlotados. “Vão esvaziar esse prédio que acabou de ser reformado para lotar outros, que têm poucos banheiros, por exemplo”, disse.

Além disso, as enfermeiras alertaram para problemas de depressão que podem surgir em razão da mudança. “Elas vão perder o vínculo”, disse uma delas. Os servidores colocaram balões pretos na porta da unidade e ficaram reunidos próximo da entrada para impedir a transferência.

A presidente da Sociedade de Apoio ao Doente Mental (Sadom), Carmen Lia Silveira Marino, se reuniu com a direção da instituição para debater o assunto. “Pressionamos o máximo possível. As pessoas da unidade são mulheres, com mais de 60 anos, que estão há mais de 20 anos aqui. Algumas chegam a ter 50 anos de internação. Achamos um crime a saída delas, pois são pessoas que vivem juntas bem, apesar dos problemas mentais, com a mesma equipe”, salientou. O São Pedro tem hoje 183 moradores.

A lei da reforma psiquiátrica determina a substituição progressiva dos leitos nos hospitais psiquiátricos por uma rede de atenção integral em saúde mental. Também coloca regras de proteção aos que padecem de sofrimento psíquico, especialmente em relação a internações compulsórias.

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo






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