Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 07/07/2014
  • 18:48
  • Atualização: 18:49

Pacientes do Hospital São Pedro só serão transferidas após aluguel de casas terapêuticas

Protesto contestou remoção de 30 idosas para alas já superlotadas do complexo

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  • Samantha Klein/Rádio Guaíba

Após um protesto contra a saída de 30 idosas que vivem no Hospital São Pedro, nesta segunda-feira, a direção da instituição se reuniu com os funcionários da entidade para tratar da transferência de pacientes da unidade Madre Matilda. A polêmica em torno da saída das mulheres ocorreu em função da ideia de encaminhá-las, ainda neste mês, para alas superlotadas do São Pedro, mesmo antes do aluguel de três residenciais terapêuticos, onde passarão a morar em definitivo.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, a Madre Matilda dispõe de um dormitório no segundo andar, o que dificulta a locomoção das pacientes. Assim, ficou definido que as moradoras só serão transferidas quando a Secretaria Estadual da Saúde concretizar os contratos de aluguel. A previsão é de que as remoções comecem em dois meses. Serão alugadas três casas, seguindo a política de ressocialização preconizada pela Reforma Psiquiátrica.

Segundo o diretor de hospitais estaduais, Antônio Fernandes, não está definida a destinação da Unidade Madre Matilda. “Não estamos fechando o São Pedro, mas estamos dando melhores condições para essas pacientes idosas. Existe uma separação bem clara entre esses moradores e o hospital. Não há sentido em ter esses moradores lá”, sustenta.

Atualmente, o Hospital Psiquiátrico São Pedro soma 185 usuários residentes. A expectativa é que eles sejam alocados a residenciais terapêuticos de acordo com o processo de adaptação de cada um. Outros 78 usuários já foram retirados e hoje vivem em 35 casas em Porto Alegre e Viamão.

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