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07/07/2014 23:33 - Atualizado em 08/07/2014 07:43

Negado pedido da madrasta de Bernardo para rever filha na prisão

Graciele Ugulini está detida na Penitenciária Feminina de Guaíba

O juiz criminal da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, negou um pedido da defesa da madrasta do menino Bernardo Boldrini, morto em abril no Norte gaúcho, para poder rever a filha, de cerca de um ano e meio, meia irmã do garoto. Graciele Ugulini segue detida na Penitenciária Feminina de Guaíba, na região Metropolitana. O advogado de defesa da enfermeira, Vanderlei Pompeo de Matos, não quis comentar o assunto. A decisão, de primeira instância, foi confirmada nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, para onde Pompeo ainda pode encaminhar um recurso.

• Leia mais sobre o caso Bernardo

Em fim de maio, Graciele também teve negado o pedido de transferência de prisão. Detida em 14 de abril, como suspeita de envolvimento na morte do enteado, ela ficou, de início, na Penitenciária de Ijuí, no Planalto Médio. Agostini, porém, considerou não haver garantia de segurança para Graciele nas casas prisionais de Santo Ângelo, Ijuí e Cruz Alta, e transferiu a enfermeira para Guaíba, em 3 de maio. Na decisão mais recente, o juiz entendeu que não havia segurança para a filha dela no ambiente do sistema carcerário.

O desaparecimento

O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A acusação

O juiz criminal da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini. Responderão a processo criminal como réus o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a assistênte social, Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.

O Ministério Público denunciou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo os promotores Marcelo Dornelles e Dinamárcia Maciel, Leandro seria o mentor da morte do filho. Já Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi indiciado por homicídio simples e ocultação de cadáver.

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Fonte: Rádio Guaíba






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