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09/07/2014 18:16 - Atualizado em 09/07/2014 18:19

Negado pedido de quebra de sigilo de mulher que roubou bebê

Judiciário também determinou transferência dela a um hospital, alegando que ela precisa de tratamento psiquiátrico

A Justiça negou o pedido de quebras de sigilo bancário e telefônico de Luciana Soares Brito, de 39 anos, presa depois de sequestrar um bebê do Complexo Hospitalar da Santa Casa, em Porto Alegre, no dia 24 de junho.

A Polícia Civil pretendia esclarecer se Luciana realizou o crime com auxilio de alguma pessoa ou se foi recompensada pelo sequestro. A Justiça, porém indeferiu o pedido alegando ser ‘desnecessária’ a solicitação.

Em depoimento, Luciana Brito informou que cometeu o crime sozinha, que perdeu um bebê e ainda se sentia grávida e que queria uma criança para cuidar. Segundo a mulher, que já é mãe de cinco filhos, um aborto espontâneo ocorreu. A investigação, porém, ainda espera um resultado da perícia para comprovar essa tese.

Nesta quarta-feira, uma outra decisão da Justiça determinou a transferência de Luciana da Penitenciária Madre Pelletier para o Hospital Espirita de Porto Alegre. O Judiciário sustenta que ela sofreu uma tentativa de homicídio, do ex-companheiro, e por isso, precisa de auxílio psiquiátrico. O período de internação pode ser revisto, em 30 dias.

Em 24 de junho, Luciana se passou por enfermeira e levou a recém-nascida Bárbara Casagrande de um quarto onde havia sido deixada com a mãe, na Santa Casa. A menina foi localizada nove horas após o crime, na residência em que vivia na zona Sul de Porto Alegre. Ela foi indiciada por sequestro e carcere privado qualificado. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a criminosa deixou a unidade hospitalar com a criança no colo, ingressando em um táxi.

Em função do crime, a Santa Casa informou que vai rever os sistemas de segurança, ainda na primeira quinzena de julho. A Maternidade Mário Totta deve usar como exemplo a estratégia adotada no Hospital da Criança Santo Antônio, onde todas as pessoas, para ingressar no local, devem apresentar documento com foto.

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Fonte: Lucas Rivas/Rádio Guaíba






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