Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 09/07/2014
  • 20:30
  • Atualização: 20:36

Homem é denunciado por estupro e morte de filha de policial no Norte do RS

Estudante de enfermagem foi achada dentro de carro carbonizado no mês de abril

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  • Rádio Guaíba

O Ministério Público de Palmeira das Missões denunciou um homem de 30 anos pela morte da estudante de enfermagem Kimberly Ruana Rückert, de 22 anos, ocorrida entre os dias 11 e 12 de abril no município do Norte gaúcho. Conforme a denúncia, assinada pelo promotor Marcos Rauber, ele deve responder pelos crimes de estupro, latrocínio, destruição de cadáver, receptação e posse ilegal de arma de fogo. A soma das penas mínimas é de 29 anos de reclusão.

A Justiça já decretou a prisão preventiva do suspeito, detido desde 3 de junho no Presídio Estadual de Palmeira das Missões. Ele também é investigado pela Polícia por outro estupro e uma tentativa de estupro, e responde a processo por violência doméstica.

O corpo de Kimberly foi encontrado carbonizado, em 12 de abril, dentro do carro da mãe, em uma estrada vicinal da BR 158, que liga Palmeira das Missões a Condor. A jovem, natural de Três Passos, era filha da inspetora de polícia Rejane Ruckert, que trabalha em Três Passos e ajudou, dias após o crime, a elucidar o assassinato do menino Bernardo Boldrini. Kimberly era estudante da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no campus de Palmeira das Missões, cidade onde residia.

Conforme a Polícia, o acusado foi visto nos dois dias anteriores ao crime, estacionando uma moto próximo à casa da vítima. No dia do desaparecimento, imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais mostraram que ele seguiu o carro de Kimberly, desde o trabalho, até a residência da jovem. Após ameaçá-la, o agressor ingressou no automóvel e forçou-a a dirigir até o matagal onde o corpo foi encontrado.

De acordo com o inquérito, no local, o denunciado mandou a estudante parar o carro em posição que dificultou a fuga. Ele a estuprou e matou, provavelmente com um tiro, já que foram encontrados restos de um projétil no carro. Depois disso, o homem roubou um celular, carteira, dinheiro e pendrives, além de atear fogo no automóvel.

Denunciado deu duas versões à Polícia

Em um primeiro depoimento à polícia, o acusado confirmou presença no local e no momento da morte da vítima, e admitiu que manteve relações sexuais com ela, além de admitir a posse de objetos que pertenciam a Kimberly, encontrados na casa dele, em cumprimento a mandado de busca e apreensão. A provável arma do crime, que era furtada, também foi localizada na residência. O homem também alegou que, após ter mantido relação sexual consentida com a vítima, ela teve um mal súbito e morreu. Silmar relatou que, apesar disso, dormiu ao lado do corpo e, ao acordar, após constatar o óbito, resolveu atear fogo no automóvel e no cadáver, temendo ser responsabilizado pela morte.

Depois da troca de advogado, porém, o homem mudou a versão e alegou que homens encapuzados chegaram ao local e mataram a mulher, e que ele conseguiu escapar ileso. Além disso, o denunciado afirmou ter relacionamento anterior com a vítima, o que é negado pelas testemunhas do caso.