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10/07/2014 07:58 - Atualizado em 10/07/2014 08:21

Após vexame da Seleção, comércio liquida produtos

Lojas guardam estoques para Mundial de 2018

Gerente baixou preço ao valor de custo para diminuir prejuízo<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Gerente baixou preço ao valor de custo para diminuir prejuízo
Crédito: Tarsila Pereira
Gerente baixou preço ao valor de custo para diminuir prejuízo
Crédito: Tarsila Pereira

Quem investiu em produtos nas cores verde e amarela em Porto Alegre, fazia as contas do prejuízo nesta quarta feira. Na maioria das lojas do Centro Histórico, foi dia de reposicionar as mercadorias. Em um dos empreendimentos, apenas 40% do material exposto havia sido vendido. O que restou será guardado no depósito para a próxima edição do Mundial, em 2018, na Rússia.

Segundo o gerente de uma loja Jeferson Alexandre, o estabelecimento fez promoções e baixou o preço de alguns objetos ao valor de custo, para diminuir o prejuízo. Com mais dois pontos de venda no Estado e outros em Curitiba e Belo Horizonte, a rede registrou vendas abaixo do esperado. ”Em outras Copas, chegava a faltar mercadoria”, contou.

Já quem não formou estoque e optou por administrar o dia a dia estava mais tranquilo. “As coisas foram sendo compradas na medida em que eram vendidas. Portanto, compramos pouco e vendemos quase tudo”, explicou Maria Augusta Miranda, vendedora de uma loja na rua República, na Cidade Baixa.

Liquidação após vexame

Apesar do esforço dos comerciantes brasileiros para evitar que o prejuízo com o encalhe seja ainda maior, no dia seguinte à eliminação da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari, não houve jeito. A queda no movimento na rua 25 de Março, em São Paulo, onde funciona o maior comércio popular da maior cidade do país, foi de 100%. Entre as promoções, kit com seis bandeiras do Brasil a R$ 9,90, camisa oficial pela metade do preço (cerca de R$ 100), e vuvuzelas de R$ 5 por R$ 1,90.

“Já começamos a recolher a mercadoria. As vendas desses itens durante a Copa do Mundo já estavam ruins e pioraram. Chegou ao cúmulo de o cliente pedir para pagar R$ 0,10 em produto que custava R$ 10”, disse Silas Inácio Pereira, gerente de uma loja de bugigangas, como bandeiras de plástico, bandanas e, principalmente, cornetas. O palpite para sábado, quando o Brasil disputa a terceira colocação com a Holanda? “Espero que os brasileiros ganhem para não ficar tão chato”, concluiu.

Vendedora em uma barraca de réplicas de camisas, Ana de Jesus disse que as poucas vendas de ontem foram de itens das seleções da Alemanha e da Argentina, que fazem a final no domingo. “As camisas do Brasil que ainda estão à venda tiveram o preço reduzido, de tanto que as pessoas pedem desconto”, relatou a vendedora. Dona de uma barraca vizinha, Teresa Vieira também contou que a procura de produtos com menção ao Brasil não apenas foi baixa, como se restringiu aos clientes estrangeiros. “Camisa não vendi nenhuma, só umas bolsas com estampa da Bandeira do Brasil”, relatou.

O comerciante Yun, 40 anos, também estava pessimista com uma reversão no cenário. “Não vedemos nada, absolutamente nada de Brasil aqui. E pelo jeito isso não vai mudar”, definiu.

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Fonte: Correio do Povo






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