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10/07/2014 16:15 - Atualizado em 10/07/2014 16:17

Alemanha expulsa chefe dos serviços secretos norte-americanos do país

Decisão se dá em relação a caso de grampo do celular da chanceler Angela Merkel

O governo alemão anunciou nesta quinta-feira a expulsão do chefe dos serviços secretos norte-americanos no país, em função dos supostos casos de espionagem em benefício de Washington, em uma decisão pouco comum entre aliados da Otan. “Pedimos ao representante dos serviços secretos americanos na embaixada dos Estados Unidos que abandone a Alemanha", declarou o porta-voz do governo, Steffen Seibert, em comunicado.

A expulsão ocorre "em reação a uma falta de cooperação (constatada) há algum tempo nos esforços de esclarecer" as atividades dos agentes americanos na Alemanha, explicou o deputado Clemens Binninger, presidente da comissão de controle parlamentar sobre as atividades de inteligência, que se reúne nesta quinta-feira em Berlim.

Esta medida, muito rara entre aliados tão próximos dos Estados Unidos, tem poucos precedentes comparáveis. A França pediu em fevereiro de 1995 a expulsão de vários agentes norte-americanos por espionagem em seu território.

"Acredito que seja justo o fato de o governo alemão enviar um sinal claro de que este tipo de quebra de confiança não será mais tolerado e que é necessário uma renovação" nas relações entre os dois países, declarou a ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen.

Cooperação estreita

A Casa Branca se recusou a comentar a notícia da expulsão, mas ressaltou que é "essencial" manter a "cooperação estreita" com o governo alemão em todos os domínios. "Vimos as informações e não fazemos comentário algum sobre um suposto assunto de inteligência", disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden.

"Mas nossa relação de segurança e inteligência com a Alemanha é muito importante e mantém alemães e americanos a salvo", completou Hayden.

As autoridades alemãs anunciaram na quarta-feira que estão investigando um caso de suposta espionagem por parte de um agente, que, segundo a imprensa, seria um militar a serviço dos Estados Unidos, o segundo caso desse tipo revelado em poucos dias. "Os agentes da Polícia Federal revistaram em Berlim a residência e o escritório de um suspeito de espionagem. Não foi efetuada qualquer detenção", anunciou o Ministério Público em um comunicado.

De acordo com a imprensa alemã, o caso é considerado mais grave do que o de um agente duplo que trabalhou para a CIA e foi descoberto e preso na semana passada. Um porta-voz do Ministério da Defesa declarou que são realizadas investigações sobre as suspeitas de um segundo caso de espionagem, confirmando assim a notícia antecipada pelo jornal Süddeutsche Zeitung.

Estes casos minam as relações entre os Estados Unidos e a Alemanha, já tensas desde as revelações sobre o grampo americano no celular da chanceler alemã Angela Merkel no ano passado.

Pressionada pela opinião pública, que exige uma posição mais firme nos casos de espionagem, Merkel não parou de exigir explicações, sem que Washigngton tenha se mostrado muito preocupado.

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Fonte: AFP






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