Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 10/07/2014
  • 23:45
  • Atualização: 23:49

Teste de vacina tem 88% de eficácia contra dengue hemorrágica

Após fase final de provas, imunização será avaliada pela Anvisa para utilização no País

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  • Agência Brasil

A revista científica inglesa The Lancet publicou, nesta quinta-feira, resultados da fase final de uma pesquisa de vacina contra a dengue. Conforme a análise, a medicação apresentou eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Desenvolvida pelo laboratório Sanofi, a vacina deve proteger os imunizados contra os quatro tipos da doença. A pesquisa também mostrou redução dos riscos de hospitalizações por dengue em 67% dos casos.

A previsão é que o estudo seja concluído até o final do ano. Depois disso, a vacina deverá passar pela avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para só então ter a aprovação concedida ou não para disponibilização no país. O processo pode levar cerca de um ano.

Os resultados tiveram base de dados da pesquisa em cinco países da Ásia. Para os quatro tipos da doença, a vacina mostrou eficácia em 56% dos casos depois de três doses, percentual que ultrapassa a meta de redução de mortalidade por dengue estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 50% até 2020.

Para a gerente do departamento médico da Sanofi, Sheila Homsani, o mais importante, além da redução global da doença, é a eficácia da vacina contra a forma mais grave da dengue. “Será um impacto social muito grande conseguir a redução dos casos graves, que são os que levam à hospitalização e à morte”, avaliou.

Os testes desta etapa foram feitos durante 25 meses em mais de 10 mil crianças entre 2 e 14 anos, que, segundo Sheila, é o público que mais sofre com a doença nos países onde a pesquisa foi realizada. De acordo com a médica, no segundo semestre, o laboratório deverá divulgar os resultados da segunda e última etapa dessa fase da pesquisa, que está sendo feita em países da América Latina, inclusive no Brasil, onde 3.550 pessoas estão participando do estudo clínico.

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