Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 11/07/2014
  • 07:56
  • Atualização: 08:01

Anistia Internacional denuncia tortura de ativistas e jornalistas na Ucrânia

Missão da ONU indicou 222 sequestros entre abril e junho

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  • Agência Brasil

A Anistia Internacional (AI) informou, nesta sexta-feira, que dispõe de provas "contundentes" sobre espancamentos, sequestros e outras formas de tortura praticadas contra ativistas, manifestantes e jornalistas nos últimos três meses no Leste da Ucrânia.

No documento Sequestros e Tortura no Leste da Ucrânia, a organização detalha os resultados das investigações feitas durante "viagem recente a Kiev e ao Sudeste do país". Em comunicado, a AI acrescenta que o relatório traz denúncias de sequestros e torturas cometidos por grupos separatistas armados e por forças partidárias de Kiev.
"Com o sequestro de centenas de pessoas ao longo dos últimos três meses, é chegada a hora de analisar o que ocorreu e de travar essa abominável prática", disse o subdiretor da Anistia para a Europa e Ásia Central, Denis Krivosheev, citado na nota.

A maioria dos sequestros é cometida por separatistas armados, que submetem suas vítimas a "agressões e torturas repugnantes", indicou, lembrando que há provas de que "as forças partidárias de Kiev" são responsáveis ainda por "um número menor de abusos".

Segundo a AI, não existe uma lista "completa ou fidedigna" sobre o número de sequestros, embora o Ministério do Interior estime em cerca de 500 os casos ocorridos entre abril e junho. A Missão de Controle da Organização das Nações Unidas na Ucrânia indicou 222 sequestros no mesmo período, destaca a Anistia. Segundo a AI, nas regiões orientais de Donetsk y Luhansk, dominadas por grupos pró-russos, os sequestros visaram não só aos integrantes da polícia, do Exército e do governo local, como também aos jornalistas, ativistas, manifestantes e empresários.

Diante dos abusos cometidos por grupos leais ao governo democrático de Kiev, a Anistia refere-se à existência de associações de "autodefesa", que estariam implicadas nos casos de "maus tratos"  Nesse sentido, a organização pede ao governo ucraniano que crie um "registro único, frequentemente atualizado", que reúna as denúncias de sequestros. Pede ainda que investigue "a fundo e imparcialmente" cada caso de "uso excessivo de força, maus-tratos ou tortura".

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