Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 11/07/2014
  • 15:49
  • Atualização: 16:10

Maternidade da Santa Casa da Capital muda as regras de segurança

No último dia 24 de junho uma mulher furtou um bebê recém nascido do local

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  • Rádio Guaíba

A Santa Casa de Porto Alegre definiu que, a partir de 21 de julho, vai identificar os visitantes com horários de chegada e saída, na Maternidade Mário Totta, do Hospital Santa Clara, de onde uma mulher furtou um bebê recém nascido do quarto da mãe, em 24 de junho deste ano. O sistema já é adotado no Hospital da Criança Santo Antônio e deve ser ampliado para os demais hospitais do complexo. No Santa Clara, muda também, a partir dessa data, a identificação para os funcionários da maternidade, que farão parte de um cadastro especial.

Desde o sequestro da menina Bárbara Casagrande, todas as áreas da Maternidade, conforme o hospital, passaram a ser cobertas com câmeras de segurança. A Santa Casa também postou vigilantes exclusivos em todos os acessos da unidade.

No início da semana, a Justiça negou o pedido de quebras de sigilo bancário e telefônico de Luciana Soares Brito, de 39 anos, presa depois de sequestrar o bebê. A Polícia Civil pretendia esclarecer se Luciana realizou o crime com auxilio de alguma pessoa ou se foi recompensada pelo sequestro. A Justiça, porém indeferiu o pedido alegando ser ‘desnecessária’ a solicitação.

Em depoimento, Luciana Brito informou que cometeu o crime sozinha, que perdeu um bebê e ainda se sentia grávida e que queria uma criança para cuidar. Segundo a mulher, que já é mãe de cinco filhos, um aborto espontâneo ocorreu. A investigação, porém, ainda espera um resultado da perícia para comprovar essa tese.

Na quarta-feira, uma outra decisão da Justiça determinou a transferência de Luciana da Penitenciária Madre Pelletier para o Hospital Espirita de Porto Alegre. O Judiciário sustenta que ela sofreu uma tentativa de homicídio, do ex-companheiro, e por isso, precisa de auxílio psiquiátrico.

A mulher, que se passou por enfermeira, foi indiciada por sequestro e cárcere privado qualificado. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a criminosa deixou a unidade hospitalar com a criança no colo, ingressando em um táxi. Por ser copeira em uma clínica médica, ela tinha roupas brancas em casa, como uma calça, uma touca e um avental.

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