Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 11/07/2014
  • 17:15
  • Atualização: 17:19

Empresa nega que Whelan tenha saído às pressas do Copacabana Palace

Inglês, envolvido em esquema de venda de ingressos, é considerado foragido da justiça brasileira

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  • Agência Brasil

A empresa Match negou que o britânico Raymond Wheland tenha saído às pressas do Hotel Copacabana Palace nessa quinta-feira antes da chegada da polícia, que tinha ordem de prendê-lo. Embora as imagens do circuito interno do hotel mostrem o executivo e seu advogado, Fernando Fernandes, saindo por uma porta lateral, destinada aos funcionários, a empresa negou, por meio de nota divulgada nesta sexta, que isso tenha ocorrido de forma apressada.

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“As imagens do circuito interno do hotel distribuídas à mídia mostram que o senhor Whelan não saiu às pressas do hotel. A polícia chegou depois e, ao descobrir que Whelan não estava lá, simplesmente requereu que ele se apresentasse à 18ª Delegacia de Polícia”, escreveu a empresa, na nota distribuída pela assessoria de imprensa.

De acordo com a polícia, no entanto, o britânico deixou a televisão ligada, malas abertas e telefones celulares no quarto do hotel, saindo apenas com a roupa do corpo. Ele é procurado por ter relação com a venda irregular de ingressos para a Copa. Neste momento, Whelan é considerado foragido pela polícia brasileira, que tem contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

No texto, a Match destaca que Whelan não estava restringido em seu direito de movimentação, desde que estivesse no Brasil. “Não acreditamos que o termo 'fugitivo' seja apropriado sob as circunstâncias, na medida em que ele esteja presentemente com seu advogado. Entendemos que qualquer acusado no Brasil tem o direito fundamental de resistir à coação que entenda ser arbitrária e ilegal.”

A empresa informa que o advogado de Whelan iria entrar com nova medida judicial para possível reconsideração da negativa anterior de habeas corpus. Também se pronunciou dizendo que ainda não havia sido concedido a Whelan o direito ao devido processo legal e a um julgamento justo. “Match continua absolutamente confiante que qualquer acusação contra Ray será refutada.”

A empresa explicou, no final da nota, que os ingressos incluídos nos pacotes de hospitalidade não têm os preços impressos, pois são vendidos como parte de um conjunto de serviços oferecidos. Também argumentou que a proibição de revenda dos ingressos, conforme as normas da própria empresa, é um termo para proteger comercialmente a empresa e que a revenda dos ingressos não é proibida, mas apenas não é permitida sem o consentimento da Match.

“Além disso, não há nada inapropriado ou ilegal referente ao apoio de Ray Whelan à operação de vendas da Match Hospitality, ainda que o seu papel principal seja em relação à Match Accommodation”.

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