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12/07/2014 16:07 - Atualizado em 12/07/2014 16:14

Entraves atrasam andamento de obras da Copa

Dificuldades em reintegrações de áreas acarretou em demora

Dificuldades em reintegrações de áreas acarretou em demora<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Dificuldades em reintegrações de áreas acarretou em demora
Crédito: Mauro Schaefer
Dificuldades em reintegrações de áreas acarretou em demora
Crédito: Mauro Schaefer

A judicialização dos processos relativos aos imóveis complicou a vida da prefeitura. Na III Perimetral, próximo à avenida Bento Gonçalves, por onde cruzará um viaduto, a negociação para desapropriar uma área do Exército retardou os trabalhos. Na altura da avenida Plínio Brasil Milano, onde se erguerá outro viaduto, o atraso ocorreu devido a dificuldades na reintegração de uma área que pertence à prefeitura. Por enquanto, somente parte do local foi recuperado judicialmente. O projeto já está pronto, mas o início dos trabalhos depende da resolução do conflito. “Tudo indicava que seria um projeto de curto prazo”, aponta o secretário de Gestão, Urbano Schmitt. A previsão de conclusão ficou para 2015.

Prefeitura tem cronograma para terminar obras da Copa

O projeto de prolongamento de 2,4 quilômetros da avenida Severo Dullius prevê ainda implantação de pontes e a canalização de esgoto pluvial. O trecho de acesso pela rua Dona Alzira está concluído; no entanto, a execução da ponte sobre o arroio Dique atrasou após a descoberta de uma camada de 3,5 metros de lixo pertencente a um aterro sanitário desativado. Devido a isso, o projeto teve que ser modificado, com a definição de um novo traçado que exigiu estudos ambientais complexos. A construção da ponte sobre o arroio proporcionará as condições para a execução do prolongamento da via. Não há previsão de conclusão, mas a obra foi retomada este mês.

Apenas parte da proposta do complexo da rodoviária ficou pronta: o viaduto da Júlio de Castilhos. A implantação da estação de ônibus com acesso subterrâneo para eliminar o “X” da rodoviária não foi licitada. O edital será lançado em agosto. A previsão de conclusão é 2015.

Debate com comunidade muda projeto

O início dos trabalhos atrasou em oito meses devido às discussões com a comunidade. Moradores criaram grupo de trabalho para debater com a prefeitura o projeto da passagem subterrânea de 211 metros da Anita Garibaldi sob a III Perimetral. “Conseguimos modificações no projeto original, mas éramos contra a obra”, diz Lourdes Toss. A preocupação dos moradores é quanto à construção do túnel verde. “A engenheira disse que não vai mais ter”, diz Lourdes, mas a prefeitura discute a viabilidade técnica. A estimativa é finalizar a obra neste ano, mas os moradores não estão otimistas. A escavação da trincheira já se iniciou, após a execução das paredes de contenção. As justificativas da prefeitura para o atraso vão desde uma rocha que exigiu aditivo contratual a protestos contra a supressão de árvores.

BRT da Protásio perto do fim

A primeira parte do projeto para implantação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT), na avenida Protásio Alves, está 88% concluída. A substituição de 7,5 quilômetros de pista de asfalto por placas de concreto dará maior velocidade ao transporte coletivo. A estimativa é que os trabalhos estejam concluídos até dezembro. As 14 estações de ônibus, que substituirão as atuais paradas, ainda não têm data prevista para início de colocação. Serão estruturas metálicas, fechadas com vidros, teto fotovoltaico, portas automáticas, piso baixo na altura da entrada do ônibus e câmeras de segurança.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação acredita que o sistema estará apto a funcionar até novembro de 2015. Haverá telas com informações aos usuários estimando a chegada do próximo ônibus.

Obra social sem previsão de término

A obra de duplicação da avenida Tronco, dividida em três frentes, foi paralisada durante a Copa do Mundo para não atrapalhar o fluxo de veículos na região. A principal dificuldade agora são as desapropriações, o que dificulta o andamento dos trabalhos, iniciados em outubro de 2012. Por ser classificada como uma obra social, a prefeitura tem tomado cuidado com a retirada e realocação das famílias. Por esse motivo também não há previsão de conclusão. Os comerciantes locais reclamam da lentidão do poder público em refazer as calçadas — algumas foram quebradas por necessidade de recuo. A prefeitura garante que irá executar a reconstrução.

Para finalização do trabalho é preciso realocar 1,5 mil famílias. Cerca de 600 já deixaram o local após receber um bônus-moradia. Enquanto não compram uma nova casa, recebem também auxílio via aluguel social, de R$ 500.

Comércio e moradores reclamam

O projeto elaborado para a Voluntários da Pátria prevê a duplicação da via por 3,5 quilômetros, com implantação de ciclovia, tratamento paisagístico e canteiro central. O que assusta é a situação atual da rua. O canteiro de obras, aberto em 2012, virou depósito de lixo. “Faz 18 meses que iniciaram essa obra e não fizeram nem quatro quadras ainda”, critica Nestor Belló (foto), proprietário de um estacionamento. Ele afirma ainda que o comércio local foi prejudicado pelo fechamento do acesso por baixo do Túnel da Conceição. Há seis meses, a prefeitura decidiu abrir a circulação com acesso pela avenida Farrapos.

A obra, dividida em dois trechos, segue sem previsão de término. A prefeitura afirma que a descoberta de um sítio arqueológico atrasou os trabalhos em oito meses. Outro fator que embargou a obra foi a judicialização dos processos de desapropriação de imóveis.


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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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