Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 17/07/2014
  • 07:52
  • Atualização: 07:59

Já são 23 os cães mortos em Estância Velha

Suspeita é de que os animais foram envenenados

Número, no entanto, ainda é impreciso devido à falta de registro policial  | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

Número, no entanto, ainda é impreciso devido à falta de registro policial | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

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  • Correio do Povo

Já chega a 23 o número de cães que podem ter sido envenenados em Estância Velha nas duas últimas semanas. No entanto, de acordo com o delegado Luiz Fernando Nunes da Silva, o número ainda não é exato devido à falta de boletins de ocorrências. “Poucas pessoas vieram fazer o registro da morte do seu animal, o que dificulta nossa investigação.”

Além dos oito cães domésticos que foram encontrados mortos, todos com sintomas de envenenamento por estricnina, outros 15 animais de rua, que eram cuidados pela ONG Bichinho Carente, também morreram. “Até uma das moradoras, que alimentava os cães que ficavam nas ruas, já que não temos uma sede fixa, encontrar dois animais espumando pela boca, em um terreno baldio, não tinha noção do que estava acontecendo. Mas agora sabemos que não é um caso isolado, mas que se trata de um caso de extermínio”, afirma a vice-presidente da ONG, Susane Dias.

Ela está percorrendo as ruas do bairro Lagoa Azul, onde os casos estão sendo registrados, e conversando com as famílias a fim de contabilizar as mortes. “A partir deste levantamento, vamos elaborar um relatório e um documento oficial que será entregue ao Ministério Público.”

O delegado aguarda o resultado de uma perícia, que foi realizada por uma clínica veterinária, para confirmar se a morte dos cães foi mesmo por veneno. “A partir disso, vamos iniciar uma varredura para saber em qual estabelecimento e quem pode ter comprado o produto nas últimas semanas, nas proximidades do bairro”, destaca.

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