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17/07/2014 20:58 - Atualizado em 17/07/2014 23:38

Tanques israelenses matam bebê na Faixa de Gaza

Operação por terra foi iniciada na noite desta quinta-feira

Conflitos no Oriente Médio já custaram a vida de quase 250 pessoas em dez dias<br /><b>Crédito: </b> Thomas Coex / AFP / CP
Conflitos no Oriente Médio já custaram a vida de quase 250 pessoas em dez dias
Crédito: Thomas Coex / AFP / CP
Conflitos no Oriente Médio já custaram a vida de quase 250 pessoas em dez dias
Crédito: Thomas Coex / AFP / CP

Cinco palestinos, incluindo um bebê de cinco meses, foram mortos na madrugada desta sexta-feira por disparos de tanques israelenses em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, informaram os serviços locais de emergência. Em dez dias de guerra, pelo menos outras 240 mortes e 1,7 mil feridos já haviam sido registradas na região.

Os tanques israelenses bombardearam durante a madrugada a região de Rafah, após o Exército hebreu lançar uma operação terrestre contra a Faixa de Gaza, controlada pelo movimento radical islâmico Hamas. O objetivo, conforme o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu, é destruir túneis pelos quais integrantes do Hamas entram em Israel.

O anúncio da operação por terra foi precedido de um intenso bombardeio da Força Aérea, Marinha e artilharia israelenses, enquanto grupos palestinos intensificavam os disparos de foguetes contra Israel, constatou a AFP.

ONU: Em cada quatro vítimas, três são civis 

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lamentou a operação terrestre, enquanto a França manifestou preocupação, ressaltando que "é essencial proteger as populações civis e evitar novas vítimas". O Egito denunciou "a escalada" israelense e pediu que as partes em combate aceitem sua proposta de trégua. Antes do início do avanço de Israel por terra, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, havia acusado Israel de querer cometer um "genocídio sistemático" contra os palestinos na Faixa de Gaza.

"Os países ocidentais estão em silêncio, assim como o mundo islâmico", acrescentou Erdogan, que também criticou as Nações Unidas. Mais de 75% das vítimas destes combates são civis, segundo as Nações Unidas.

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Fonte: AFP






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