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18/07/2014 11:22 - Atualizado em 18/07/2014 11:57

Conselho da ONU pede investigação sobre queda de voo MH17

Ministro malaio considerou suposto abate de avião ato contra decência humana

Conselho da ONU e familiares pedem investigação sobre queda de voo MH17<br /><b>Crédito: </b> Spencer Platt / AFP / CP
Conselho da ONU e familiares pedem investigação sobre queda de voo MH17
Crédito: Spencer Platt / AFP / CP
Conselho da ONU e familiares pedem investigação sobre queda de voo MH17
Crédito: Spencer Platt / AFP / CP

O Conselho de Segurança da ONU e familiares das vítimas que morreram na queda do voo MH17 pediram nesta sexta-feira a realização de uma investigação internacional independente e profunda sobre o avião malaio que foi derrubado por um míssil no Leste da Ucrânia, matando 298 passageiros. 

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"Os membros do Conselho de Segurança pedem uma investigação independente e completa sobre o incidente, em consonância com as regras da aviação civil internacional para seu esclarecimento apropriado", afirma o corpo executivo das Nações Unidas em um declaração unânime.

Os familiares e amigos das vítimas holandesas do voo da Malaysia Airlines tentavam nesta sexta-feira assimilar a trágica perda e exigiam uma investigação exaustiva. O país amanheceu em estado de choque, com bandeiras a meio mastro como símbolo de luto, pela morte de ao menos 154 passageiros holandeses que estavam no voo acidentado MH17.

"Espero que as autoridades realizem uma investigação exaustiva sobre o que ocorreu", declarou Sander Esser, que perdeu vários familiares no acidente. No avião viajavam o irmão de Esser, Peter, de 66 anos, sua esposa, Jolette Nuesink, de 60, e seus dois filhos, Emma, de 20 anos, e Valentijn, de 17.

A foto de Nuesink deu a volta ao mundo depois que seu passaporte, encontrado entre os destroços do avião, foi publicado nas redes sociais com todos os seus dados visíveis. A família Esser viajava de férias à Ilha de Bornéu, no sudeste asiático, para passar três semanas na selva com um grupo de amigos.

"Falei com meu irmão 20 minutos antes do embarque do voo", declarou Esser abalado, acrescentando entre lágrimas que não podia dizer o que conversaram. O irmão de Esser era aposentado, havia trabalhado na indústria das telecomunicações holandesa e ainda tinha muitos planos. A esposa de Peter Esser, Jolette, era uma psicóloga que tinha seu próprio consultório e trabalhava com vítimas traumatizadas pela guerra.

Uma perda para a luta contra a Aids

No voo também estava o ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids, Joep Lange, que viajava junto a outros 100 passageiros a Melbourne para a 20ª Conferência Internacional sobre Aids, segundo a imprensa. "Seu objetivo na vida era a luta contra a Aids", declarou um amigo de Lange, Jaap Goudsmit. "Era um homem bom e não podia suportar ver como tantos jovens morriam por esta doença", acrescentou. Joep Lange tinha cinco filhos e viajava com a esposa. "É uma grande perda para o mundo da luta contra a Aids, para a Holanda e para mim", disse Goudsmit.

A história de um casal de floristas, Cor Schilder, de 33 anos, e Neeltje Tol, de 30, também deu a volta ao mundo na noite de quinta-feira. Prestes a embarcar, Cor tirou uma foto do avião e a publicou no Facebook com a legenda: "Se ele desaparecer, era assim que ele era".

Cor, que viajava de férias à Malásia, publicou a foto fazendo uma brincadeira sobre o avião desaparecido há alguns meses da mesma companhia, sem imaginar o trágico destino que o aguardava. Outra família que estava no avião é a da proprietária de dois conhecidos restaurantes chineses de Roterdã, Jenny Loh, de 54 anos. Ela viajava com sua mãe e seu marido, Shun Po Fan, um chef de 60 anos.

Seu único filho, Kevin, recebeu o resto da família na noite de quinta-feira em um dos restaurantes, o Dim Daily. "Tenho que ser forte por minha família", disse citado pelo jornal Algemeen Dagblad. Jenny Loh vivia na Holanda há décadas e seus restaurantes receberam boas críticas culinárias.

Ato contra decência humana

O ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, disse hoje que a confirmação de que avião comercial foi abatido quando sobrevoava a Ucrânia seria "um ato de ira contra a decência humana". "Se isso realmente for confirmado, seria um ato contra a Lei internacional”, disse o governante aos jornalistas.

O avião da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, viajava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e desapareceu dos radares da Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros. O "Boeing-777" perdeu a comunicação com terra na região oriental de Donetsk, perto da cidade de Shaktarsk - palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes pró-russos.







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Fonte: AFP e Agência Brasil






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