Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 18/07/2014
  • 12:44
  • Atualização: 12:58

Avião foi provavelmente abatido em zona separatista

Afirmação é da embaixadora americana na ONU, diplomata Samantha Power

Diplomata falou nesta sexta-feira ao Conselho de Segurança em reunião de emergência | Foto: Don Emmert / AFP / CP

Diplomata falou nesta sexta-feira ao Conselho de Segurança em reunião de emergência | Foto: Don Emmert / AFP / CP

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  • AFP

O avião malaio que caiu no leste da Ucrânia com 298 pessoas a bordo provavelmente foi derrubado por um míssil terra-ar lançado de uma zona ocupada pelos separatistas pró-russos, afirmou nesta sexta-feira a embaixadora americana na ONU. A diplomata Samantha Power, que falava ante o Conselho de Segurança reunido de emergência, mencionou que o míssil seria um Buk do tipo SA-11.

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O Conselho de Segurança da ONU e familiares das vítimas que morreram na queda do voo MH17 pediram nesta sexta-feira a realização de uma investigação internacional independente e profunda sobre o avião malaio que foi derrubado por um míssil no Leste da Ucrânia, matando 298 passageiros.

Os familiares e amigos das vítimas holandesas do voo da Malaysia Airlines tentavam nesta sexta-feira assimilar a trágica perda e exigiam uma investigação exaustiva. O país amanheceu em estado de choque, com bandeiras a meio mastro como símbolo de luto, pela morte de ao menos 154 passageiros holandeses que estavam no voo acidentado MH17.

Uma perda para a luta contra a Aids

No voo também estava o ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids, Joep Lange, que viajava junto a outros 100 passageiros a Melbourne para a 20ª Conferência Internacional sobre Aids, segundo a imprensa. "Seu objetivo na vida era a luta contra a Aids", declarou um amigo de Lange, Jaap Goudsmit. "Era um homem bom e não podia suportar ver como tantos jovens morriam por esta doença", acrescentou. Joep Lange tinha cinco filhos e viajava com a esposa. "É uma grande perda para o mundo da luta contra a Aids, para a Holanda e para mim", disse Goudsmit.

A história de um casal de floristas, Cor Schilder, de 33 anos, e Neeltje Tol, de 30, também deu a volta ao mundo na noite de quinta-feira. Prestes a embarcar, Cor tirou uma foto do avião e a publicou no Facebook com a legenda: "Se ele desaparecer, era assim que ele era".

Cor, que viajava de férias à Malásia, publicou a foto fazendo uma brincadeira sobre o avião desaparecido há alguns meses da mesma companhia, sem imaginar o trágico destino que o aguardava. Outra família que estava no avião é a da proprietária de dois conhecidos restaurantes chineses de Roterdã, Jenny Loh, de 54 anos. Ela viajava com sua mãe e seu marido, Shun Po Fan, um chef de 60 anos.

Seu único filho, Kevin, recebeu o resto da família na noite de quinta-feira em um dos restaurantes, o Dim Daily. "Tenho que ser forte por minha família", disse citado pelo jornal Algemeen Dagblad. Jenny Loh vivia na Holanda há décadas e seus restaurantes receberam boas críticas culinárias.

Ato contra decência humana

O ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, disse hoje que a confirmação de que avião comercial foi abatido quando sobrevoava a Ucrânia seria "um ato de ira contra a decência humana". "Se isso realmente for confirmado, seria um ato contra a Lei internacional”, disse o governante aos jornalistas.

O avião da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, viajava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e desapareceu dos radares da Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros. O "Boeing-777" perdeu a comunicação com terra na região oriental de Donetsk, perto da cidade de Shaktarsk - palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes pró-russos.






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