Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 18/07/2014
  • 18:29
  • Atualização: 18:40

MP encontra indícios de venda de vagas e desvio de dinheiro no presídio de Taquara

Segundo investigação, um preso não recebeu atendimento médico e morreu por opção do grupo

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

O grupo investigado pelo Ministério Público do Estado (MP-RS) por irregularidades no presídio de Taquara, no Vale do Paranhana, teria desviado dinheiro doado pela comunidade para investimentos no sistema prisional. Um detento do regime aberto, o diretor e o chefe de segurança da casa de detenção foram presos, nesta sexta-feira. Venda de vagas para presos e o homicídio de um apenado também são atribuídos ao grupo.

A operação Pitágoras foi deflagrada nesta manhã. Os investigadores encontraram indícios de que as vagas para apenados da região eram reservadas mediante pagamento. Em caso contrário, o preso era encaminhado para uma unidade distante da região.

A morte de um detento com problemas de saúde é outro crime que pode ser imputado à quadrilha, montada para ganhar com a administração da unidade. Segundo o MP, o preso não foi levado a tempo para receber atendimento médico, o que configura homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante o dia em Taquara, Parobé, Canoas, Araricá, Gravataí e Gramado. Os servidores presos foram transferidos para unidade do Grupamento de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, em Porto Alegre.

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