Porto Alegre, quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

  • 18/07/2014
  • 21:03
  • Atualização: 21:04

Decretada prisão preventiva de Sininho e mais 22 ativistas

Advogado dos detidos acusa MP, TJ/RJ e PC carioca de complô para criminalizar os manifestantes

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  • Rádio Guaíba

A 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro acolheu a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva (sem prazo definido) de 23 ativistas acusados de formação de quadrilha armada. Os réus fazem parte do grupo que teve prisão temporária decretada no último dia 12, durante a Operação Firewall, e que foram beneficiados por habeas corpus durante a semana. Os mandados de prisão foram expedidos e a expectativa é de que os cinco beneficiados com habeas não deixem mais a prisão – incluindo a ativista gaúcha Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, presa em Porto Alegre, no sábado passado.

De acordo com o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, a decisão se deve à periculosidade dos acusados, “evidenciada por terem forte atuação na organização e prática de atos de violência nas manifestações populares, o que se pode verificar pela prova produzida em sede policial e pelos argumentos presentes na denúncia”. “Em liberdade, certamente encontrarão os mesmos estímulos para a prática de atos da mesma natureza. Assim, como a periculosidade dos acusados põe em risco a ordem pública, deve-se proteger, por conseguinte, o meio social”, justificou o magistrado, na decisão.

O grupo é suspeito de planejar e executar atos de vandalismo durante protestos na capital fluminense. Doze dos 17 presos no sábado já haviam sido liberados, nessa quinta-feira. Nove dos que tinham mandado de prisão expedido seguem foragidos, mas nem todos tiveram prisão preventiva decretada.

Sininho é investigada também pelo suposto envolvimento no protesto que culminou com a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, no início do ano. O pai garante que não há relação da filha com o crime. De acordo com Antônio Sanzi, os dois envolvidos já foram identificados e fazem parte de uma milícia fluminense, também combatida pelos militantes políticos.

O advogado dela e dos outros quatro detidos, Marino D’Icarahy, em entrevista à rádio Guaíba, mais cedo, comentou que existe um complô envolvendo as três esferas de governo, Ministério Público, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Polícia Civil para criminalizar os manifestantes.

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