Correio do Povo

Porto Alegre, 20 de Setembro de 2014


Porto Alegre
Agora
18ºC
Amanhã
13º 23º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

19/07/2014 09:11 - Atualizado em 19/07/2014 10:37

Ucrânia acusa rebeldes de destruir evidências

Equipes de busca resgataram 186 corpos do avião da Malaysia Airlines abatido na região

Porta-voz ucraniano diz que rebeldes confiscam evidências do voo MH17 <br /><b>Crédito: </b> Dominique Faget / AFP / CP
Porta-voz ucraniano diz que rebeldes confiscam evidências do voo MH17
Crédito: Dominique Faget / AFP / CP
Porta-voz ucraniano diz que rebeldes confiscam evidências do voo MH17
Crédito: Dominique Faget / AFP / CP

O porta-voz do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia, Andriy Lysenko, informou neste sábado que separatistas pró-Rússia estão restringindo o movimento das equipes de resgate no local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines. Segundo ele, as milícias também confiscam e destróem evidências do acidente.

• Leia mais notícias sobre queda do voo MH17

Participantes dos trabalhos de busca resgataram até agora 186 corpos de uma área de 25 metros quadrados no leste da Ucrânia, atualmente controlada pelos rebeldes. O governo ucraniano montou em Kharkiv um centro de gestão da crise, e os separatistas fizeram o mesmo em Mariupol, uma das cidades ao leste do país que estão sob seu domínio.

Ainda não está claro se os corpos foram recolhidos ou recuperados, disse Andriy Lysenko. "Há trabalhadores do serviço federal de emergências no local. Mas eles não têm liberdade de movimento. Eles não são autorizados a deixar a zona (sob o controle dos rebeldes). Os terroristas estão pegando todas as evidências que eles coletam", contou Lysenko, sem especificar se os separatistas também estão confiscando os corpos, partes da aeronave ou outros itens.

A Ucrânia vai liderar a investigação sobre o acidente aéreo e uma equipe multinacional se reúne em Kiev para colaborar com o caso. Equipes até o momento têm acesso limitado em meio ao conflito entre os rebeldes e o governo do país.

Líderes de várias partes do mundo, incluindo o presidente norte-americano Barack Obama, pediram transparência na investigação. Os Estados Unidos e seus aliados culparam os separatistas pró-Rússia por disparar o míssil que derrubou a aeronave.

Investigadores buscam evidências para determinar o que aconteceu e a localização das caixas-pretas que armazenam a informação do voo e as gravações da conversa entre o piloto e o co-piloto. O governo federal ainda não dispõe de informação precisa sobre o paradeiro das caixas-pretas, de acordo com Lysenko.

O Ministro de Transportes malaio, Liow Tiong Lai, expressou preocupação sobre as dificuldades durante a investigação. "A integridade do local (do acidente) está comprometida, e há indícios de que evidências vitais não foram preservadas."








Bookmark and Share


Fonte: AE






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.