Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 19/07/2014
  • 14:38
  • Atualização: 14:43

Rússia rejeita acusações dos EUA sobre queda de avião

Norte-americanos acusam rebeldes pró-russos de serem responsáveis pelo acidente

Norte-americanos acusam rebeldes pró-russos de serem responsáveis pelo acidente  | Foto: Dominique Faget / AFP / CP

Norte-americanos acusam rebeldes pró-russos de serem responsáveis pelo acidente | Foto: Dominique Faget / AFP / CP

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  • AFP

A Rússia criticou neste sábado as acusações dos Estados Unidos segundo as quais os rebeldes pró-russos são responsáveis pela queda de um avião civil malaio no leste da Ucrânia, provavelmente abatido por um míssil. "Os comunicados do governo americano são a prova da percepção profundamente aberrante de Washington do que está acontecendo na Ucrânia", declarou às agências de notícias russas o vice-chanceler Sergei Ryabkov. 

"Apesar da natureza óbvia e indiscutível dos argumentos fornecidos pelos rebeldes e Moscou, o governo dos Estados Unidos continua a perseguir os seus próprios objetivos", acrescentou. "Não podemos deixar de ficar perplexos ao ver as autoridades de alguns Estados se apressar para dar suas versões do desastre, influenciando, assim, o curso da investigação", ecoou o ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado. 

O presidente americano Barack Obama afirmou na sexta-feira que o avião que caiu quinta-feira no leste da Ucrânia, tinha sido atingido por um míssil disparado a partir de uma região controlada por separatistas pró-russos, enquanto ambos os campos, pró-russo e ucraniano, culpam um ao outro. "A Casa Branca estabelece claramente quem é o culpado, mesmo antes de a investigação sobre o desastre começar", escreveu em seu Twitter o vice-primeiro-ministro russo Dmitry Rogozin, conhecido por sua franqueza.

O jornal Moskovsky Komsomolets, citando um especialista militar, afirma que os rebeldes não poderiam ter a experiência e capacidade técnica necessária para utilizar um sistema de mísseis tão complexo quanto o Buk, suspeito de ser a arma originalmente da tragédia. O jornal Kommersant acrescentou por sua vez que o dano causado pelo míssil na aeronave eram semelhantes aos que havia sofrido um avião russo, atingido por engano por um míssil do exército ucraniano em 2001, um desastre que causou a morte de 78 passageiros.





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