Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 20/07/2014
  • 21:35
  • Atualização: 12:49

“Estou vendo um filme de terror”, diz avó de Bernardo Boldrini

Jussara Uglione ficou 11 dias hospitalizada no começo do mês

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  • Correio do Povo

Ainda sem entender direito o que ocorreu, a avó materna de Bernardo Boldrini, Jussara Uglione, que reside em Santa Maria, disse imaginar que está vivenciando um “filme de terror”, após o assassinato do neto, em abril. Ele afirmou compreender a demora no processo, pois considera um caso complexo, mas também ressaltou que isso faz com que familiares sofram. “Quem perde um ente querido, como eu, sofre mais”, afirmou.

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Jussara voltou a ser hospitalizada no início deste mês por 11 dias. Ela deixou a UTI na semana passada. No entanto, ainda não se sente restabelecida totalmente. “Eu ainda estou em estado de choque”, disse. “Tem horas que penso que tudo isso é mentira ou que estou vivenciando um filme de terror”, comparou. Jussara afirma ter certeza de que Leandro tem culpa no crime, apesar de a madrasta ter isentado o médico em depoimento.

O assassinato de Bernardo Boldrini terá como próximo passo o agendamento das audiências de instrução, ainda sem uma data definida. Os quatro acusados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de envolvimento no assassinato estão presos. O pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). A madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, na penitenciária de Guaíba, e o irmão de Edelvânia, Evandro, no presídio de Três Passos.

O assassinato ocorreu em 4 de abril. O corpo do menino foi localizado pela Polícia 10 dias depois, quando Edelvânia, em depoimento à Polícia, indicou o local. Os policiais encontraram a cova onde estava o cadáver, em Frederico Westphalen, distante 80 km de Três Passos.

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